Guerra Irã-EUA impõe US$ 25 bi em prejuízos a empresas globais, diz Reuters
Guerra Irã-EUA: US$ 25 bi em prejuízos a empresas

A guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel já gerou pelo menos US$ 25 bilhões em custos adicionais para empresas em todo o mundo, de acordo com uma análise da Reuters divulgada nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026. O levantamento baseou-se em comunicados corporativos de 279 companhias na Europa, Ásia e Estados Unidos.

Setor aéreo lidera perdas

O setor aéreo concentra a maior parte do impacto, com cerca de US$ 15 bilhões em despesas extras. A disparada do querosene de aviação, impulsionada pelo bloqueio iraniano ao Estreito de Hormuz — rota estratégica para o transporte global de petróleo —, é a principal causa. Montadoras e suas cadeias de suprimentos aparecem na sequência, com impacto estimado em US$ 5,5 bilhões, seguidas pelo setor de bens de consumo, com US$ 2,4 bilhões.

Medidas corporativas

Empresas de diferentes segmentos relataram aumentos de preços, cortes de produção, revisão de projeções financeiras, suspensão de dividendos e mudanças operacionais para conter perdas. Segundo a Reuters, ao menos 62 companhias reportaram impactos financeiros diretos, enquanto 45 adotaram mudanças operacionais e 41 anunciaram reajustes de preços para enfrentar o avanço dos custos energéticos e logísticos.

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Distribuição geográfica

A Europa lidera o número de empresas afetadas, com 130 grupos relatando medidas defensivas em resposta à guerra, seguida pela Ásia, com 61, e pelos Estados Unidos, com 59. A análise também aponta que setores mais sensíveis ao custo do petróleo, como indústrias, bens de consumo discricionário e financeiros, já enfrentam cortes nas projeções de margem para o segundo trimestre.

Impacto nos balanços

Segundo dados da FactSet citados pela Reuters, o setor industrial do S&P 500 teve redução de 0,38 ponto percentual nas estimativas de margem desde o fim de março. Apesar disso, especialistas ouvidos pela agência alertam que o impacto mais severo ainda pode não ter aparecido integralmente nos balanços corporativos, já que parte das pressões tende a se intensificar no segundo semestre, à medida que contratos de hedge perdem força e aumentos de preços se tornam mais difíceis de repassar ao consumidor.

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