Repercussão em Cannes
O novo filme do diretor russo Andrey Zvyagintsev, intitulado Minotaur, causou forte impacto no Festival de Cannes ao retratar uma Rússia mergulhada em corrupção, guerra e repressão sob o governo de Vladimir Putin. Exibido na competição principal, o longa foi ovacionado por oito minutos ao final da sessão, tornando-se um dos títulos mais comentados desta edição do festival.
Enredo e contexto
Ambientado durante a guerra da Ucrânia, o drama acompanha um empresário russo que enfrenta o colapso do casamento enquanto lida com pressões políticas e empresariais em meio ao conflito. A produção combina thriller psicológico e crítica social para explorar o impacto moral da guerra na sociedade russa contemporânea.
Retorno de Zvyagintsev
Minotaur marca o retorno de Zvyagintsev a Cannes após quase uma década sem lançar filmes, período em que ele quase morreu. Em entrevista ao site Variety, o cineasta revelou: “Passei quase um ano numa clínica na Alemanha, onde, depois de ficar 40 dias em coma induzido, não conseguia ficar de pé”. Atualmente vivendo no exílio, ele afirmou que não pode mais trabalhar livremente na Rússia.
“Quando saí da clínica, mudei-me para a França e decidi ficar. E cada vez mais, estou convencido de que devo ficar aqui. Não tenho nenhum desejo, nenhum interesse e nenhuma intenção de viver num país que está em guerra com os seus vizinhos”, declarou.
Produção na Letônia
Devido às críticas ao Putinismo, o filme foi rodado na Letônia, que faz as vezes da Rússia na trama. Conhecido por obras como Leviatã (2014) e Sem Amor (2017), Zvyagintsev consolida sua reputação como um dos principais críticos do regime russo no cinema internacional.



