EUA e Irã intensificam ataques no Estreito de Ormuz
EUA e Irã intensificam ataques no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos e o Irã voltaram a trocar ataques no Estreito de Ormuz, elevando as tensões na região. Na quinta-feira (7), forças americanas atacaram dois navios militares iranianos, ação classificada pelo chanceler iraniano, Abbas Aragchi, como uma "aventura militar irresponsável" que trará consequências.

Reação do Irã

Em pronunciamento nesta sexta-feira (8), Aragchi afirmou que o Irã "não se curvará à pressão" e criticou as ofensivas dos EUA durante negociações diplomáticas. "Toda vez que uma solução diplomática está sobre a mesa, os EUA optam por uma aventura militar irresponsável", declarou. O chanceler também revelou que o país aumentou seu estoque de mísseis e capacidade de lançamento em 120% desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

Na quinta, o Irã acusou os EUA de atacar um petroleiro iraniano e outra embarcação que se aproximavam do estreito, além de bombardear áreas costeiras civis em Bandar Khamir, Sirik e na ilha de Qeshm.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Versão dos EUA

O presidente Donald Trump minimizou a ação, chamando-a de "tapinha" em entrevista à ABC News. "Foi só um tapinha. O cessar-fogo continua em vigor", disse. Trump afirmou que três destróieres americanos atravessaram o estreito sob fogo, mas não sofreram danos, enquanto forças iranianas foram "completamente destruídas", incluindo pequenas embarcações. Ele ainda classificou a liderança iraniana como "loucos" e ameaçou ações mais duras se um acordo não for assinado rapidamente.

As Forças Armadas dos EUA informaram que interceptaram ataques iranianos "não provocados" e responderam com "ações de autodefesa", eliminando ameaças como locais de lançamento de mísseis e drones, além de estruturas de inteligência.

Negociações frágeis

Os ataques ocorrem em meio a negociações para encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro. Os EUA aguardam resposta do Irã sobre uma proposta americana. Trump afirmou que a guerra terminaria se o Irã cumprisse os termos, incluindo a entrega de todo urânio enriquecido e o compromisso de não operar instalações nucleares subterrâneas. O Irã, no entanto, considera alguns termos "inaceitáveis", segundo a agência Tasnim. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, disse que o país está "com o dedo no gatilho".

O cessar-fogo, prorrogado por Trump no final de abril, continua tecnicamente em vigor, mas os ataques no Estreito de Ormuz, rota estratégica disputada, ameaçam a trégua.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar