Confrontos em La Paz e acusações dos EUA
Policiais e manifestantes entraram em confronto em La Paz, na Bolívia, em meio a uma escalada de protestos contra o governo do presidente Rodrigo Paz. Os Estados Unidos afirmaram nesta terça-feira (19) que o país vive uma tentativa de golpe de Estado financiada pelo crime organizado.
O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, declarou ter conversado com Paz e manifestou estar “muito preocupado” com a instabilidade no país. Durante uma conferência, Landau afirmou esperar que outros países da América do Sul condenem o que classificou como uma tentativa de golpe capaz de ameaçar governos democraticamente eleitos.
Origens dos protestos
Os protestos começaram no início de maio com greves contra medidas de austeridade e se transformaram em um movimento nacional. Participam sindicatos, mineradores, trabalhadores do transporte e grupos rurais. Os manifestantes pressionam o governo a revogar cortes econômicos e a conter o aumento do custo de vida. Parte dos protestos também pede a renúncia do presidente.
Segundo Landau, Paz foi eleito com ampla maioria há menos de um ano e enfrenta agora manifestações violentas e bloqueios de ruas. “Não se enganem: isso é um golpe financiado por uma aliança perigosa entre política e crime organizado na região”, afirmou.
Reações e medidas de segurança
Landau disse ainda que o governo do presidente Donald Trump trabalha para evitar que forças anti-governo e anti-institucionais prevaleçam. Ele afirmou que seria negativo para toda a região ver o fracasso do que chamou de uma “abertura promissora” na Bolívia.
Bancos bolivianos fecharam temporariamente agências em La Paz por motivos de segurança diante da escalada da crise. O governo de Paz assumiu em novembro, encerrando quase duas décadas de governos de esquerda no país.
A situação permanece tensa, com novos confrontos previstos e a comunidade internacional atenta aos desdobramentos.



