Espanhol em quarentena em Madri testa positivo para hantavírus após cruzeiro
Espanhol testa positivo para hantavírus após cruzeiro

O Ministério da Saúde da Espanha informou nesta segunda-feira (11) que o teste de um espanhol em quarentena em Madri, após ser retirado do navio de cruzeiro MV Hondius, apresentou resultado positivo para hantavírus. Segundo o governo espanhol, o paciente não apresentava sintomas e estava em boas condições de saúde, mas exames adicionais ainda seriam realizados.

Testes e casos confirmados

Testes de outros 13 espanhóis que também estavam em quarentena no mesmo hospital militar deram negativo para o vírus. Com a confirmação do diagnóstico do espanhol, subiu para sete o número de casos confirmados de hantavírus entre os passageiros do navio. Três pessoas morreram. No domingo (10), o Departamento de Saúde dos Estados Unidos informou que um dos 17 americanos a bordo também testou positivo.

Desembarque e repatriação

Os ocupantes do MV Hondius começaram a deixar a embarcação no domingo, horas após sua chegada ao porto de Granadilla de Abona, em Tenerife. A ministra da Saúde da Espanha, Monica Garcia, afirmou que a retirada de todos os passageiros terminou nesta segunda. "Concluímos a operação com sucesso. Entre ontem e hoje, retiramos 125 passageiros e tripulantes de 23 países. Eles já estão em seus países ou estão sendo levados", disse.

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O governo espanhol destacou que a operação ocorreu com "todas as garantias de saúde pública" e que não foram detectados roedores a bordo. O Ministério da Saúde ressaltou que mais de 500 cruzeiros partem anualmente da Argentina e do Chile, onde o hantavírus é endêmico, sem surtos registrados na Europa, classificando como "remota" a possibilidade de um surto relacionado ao MV Hondius.

Detalhes da operação

No domingo, 94 pessoas foram retiradas e transportadas em oito voos. Nesta segunda, dois voos partiram para a Holanda: um com 21 tripulantes e dois médicos da OMS, e outro com seis pessoas que seguirão para a Austrália. Cerca de 30 tripulantes permanecem no navio, que seguirá para a Holanda, com previsão de chegada no próximo domingo (17), onde passará por desinfecção.

A repatriação envolveu a retirada dos passageiros em lanchas até o porto de Tenerife, seguindo em ônibus militares até o aeroporto, sem contato com a população local. Todos passaram por descontaminação antes dos voos. Os primeiros retirados foram os 14 espanhóis, transportados em ônibus especiais da Unidade Militar de Emergências (UME) para Madri. No domingo, também partiram voos para França, Países Baixos (levando um argentino e um guatemalteco), Canadá, Irlanda, Turquia, Estados Unidos e Reino Unido.

Recomendações da OMS

A operação foi coordenada pelo governo espanhol com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. A agência da ONU recomendou quarentena de 42 dias para todos os passageiros a partir deste domingo, conforme afirmou Maria Van Kerkhove, diretora de gestão de epidemias e pandemias da organização.

O cruzeiro partiu em 1º de abril da Argentina, com 149 pessoas de 23 nacionalidades. O vírus foi detectado em 2 de maio, 21 dias após a morte do primeiro passageiro, um holandês de 70 anos. Também morreram sua esposa, de 69 anos, e um alemão. O hantavírus é geralmente transmitido por roedores, mas em casos raros (cepa Andes) pode ser transmitido entre pessoas. A principal forma de transmissão é pelo contato com urina, fezes e saliva de roedores silvestres.

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