Defesa Civil de Cuba divulga guia de proteção para eventual ataque dos EUA
Cuba prepara guia de proteção contra possível ataque dos EUA

A Defesa Civil de Cuba divulgou recentemente um guia com orientações de proteção para a população em caso de uma eventual intervenção militar dos Estados Unidos. O documento foi publicado em meio ao aumento das tensões entre Havana e Washington, com ameaças e sanções crescentes.

Orientações para a população

O guia, publicado no perfil da Defesa Civil nas redes sociais, afirma que os EUA "ameaçam atacar militarmente e destruir nossa sociedade". A missão primordial da Defesa Civil, segundo o texto, é proteger a vida humana durante desastres e "situações excepcionais, tais como as diversas fases de uma guerra".

Entre as recomendações para as famílias cubanas, o texto aconselha preparar uma "bolsa ou mochila" contendo suprimentos e recursos indispensáveis, como um kit de primeiros socorros, documentos de identificação pessoal, um rádio, velas, fósforos, uma lanterna, alimentos prontos para consumo suficientes para três dias, água potável, produtos de higiene, medicamentos para condições crônicas e brinquedos para crianças pequenas.

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Proteção contra ataques aéreos

O documento também orienta identificar "o local de abrigo designado para proteção contra ataques aéreos inimigos" e prestar atenção especial a pessoas com deficiência, idosos não autossuficientes, crianças e gestantes. Ao soar um alerta de ataque aéreo, os indivíduos devem dirigir-se a subsolos, semissubsolos, túneis ou trincheiras com profundidade suficiente para oferecer proteção contra ondas de choque.

Nos casos em que não for possível alcançar um local seguro designado, o guia recomenda evitar ruas abertas e praças públicas, e desaconselha buscar abrigo em edifícios danificados ou refugiar-se sob pontes, túneis rodoviários ou postos de gasolina. Além disso, inclui recomendações sobre como prestar assistência a feridos, particularmente aqueles que sofrem fraturas ou hemorragias.

Pressão sobre a ilha

Desde a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro, os Estados Unidos vêm pressionando o governo cubano a implementar reformas profundas em seu sistema econômico e regime político. O governo em Havana rejeita as exigências e argumenta com a soberania nacional.

Para intensificar a pressão sobre a ilha, Washington impôs um embargo petrolífero que exacerbou a crise energética que Cuba já enfrentava. A isso somou-se a ordem executiva assinada em 1º de maio pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que amplia as sanções econômicas, financeiras e comerciais em vigor há mais de seis décadas.

Uma agressão militar dos EUA contra a ilha é considerada plausível por especialistas após os acontecimentos na Venezuela e no Irã, e o próprio Trump já falou que Cuba "é a próxima".

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