O governo das Maldivas confirmou nesta segunda-feira, 18, a localização dos corpos de quatro turistas italianos que desapareceram durante um mergulho recreativo em uma caverna submersa. As vítimas estavam a aproximadamente 70 metros de profundidade no Atol de Vaavu, região central do país. A descoberta ocorreu após uma complexa operação de busca que durou quatro dias e resultou na morte de um mergulhador de resgate.
Detalhes da tragédia
O acidente aconteceu na quinta-feira, 14, quando cinco italianos exploravam cavernas no Atol de Vaavu. Os turistas foram identificados como Monica Montefalcone, professora da Universidade de Gênova, sua filha Giorgia, a pesquisadora Muriel Oddenino di Poirino, e os instrutores de mergulho Gianluca Benedetti e Federico Gualtieri, este último formado em biologia marinha. Apesar de um alerta amarelo de mau tempo, o grupo seguiu com o plano. Ao não retornarem até o meio-dia, as autoridades locais iniciaram as buscas.
Operação de resgate e desafios
O corpo de Benedetti foi encontrado nas primeiras 24 horas, próximo à entrada da caverna. Isso levou as autoridades a acreditarem que os demais estavam no interior. No entanto, a dificuldade de acesso à cavidade, localizada a 60 metros de profundidade, tornou a missão perigosa. O porta-voz da presidência, Mohamed Hussein Shareef, destacou que a caverna é tão profunda que mergulhadores experientes evitam se aproximar. No sábado, 16, o mergulhador militar Mohamed Mahudhee, de 43 anos, morreu vítima de descompressão durante uma tentativa de resgate.
Recuperação dos corpos
As operações foram retomadas na segunda-feira com a ajuda de três mergulhadores finlandeses da Divers Alert Network (DAN). Eles conseguiram localizar os restos mortais na parte mais funda da caverna, a 70 metros. O resgate será dividido em duas missões: a primeira, na terça-feira, 19, trará dois corpos; a segunda, na quarta-feira, 20, recuperará os outros dois.



