Conselho da Paz de Trump para Gaza enfrenta grave crise de financiamento
Conselho da Paz de Trump para Gaza enfrenta crise financeira

O Conselho da Paz, idealizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu um alerta sobre a necessidade urgente de liberar os recursos prometidos para o plano de reconstrução da Faixa de Gaza. O órgão alerta para o risco iminente de uma crise financeira no projeto, orçado em US$ 70 bilhões, conforme relatório enviado ao Conselho de Segurança da ONU em 15 de maio e obtido pela agência Reuters nesta terça-feira, 19.

Discrepância entre promessas e repasses

O relatório destaca uma lacuna significativa entre os valores prometidos por países doadores e o montante efetivamente desembolsado. Segundo o Conselho, os fundos comprometidos, mas ainda não liberados, representam a diferença entre uma estrutura que existe apenas no papel e uma que se materializa no terreno para o povo de Gaza. O órgão enfatizou que a disparidade entre o compromisso e o desembolso precisa ser resolvida com urgência para evitar o colapso do plano.

Em abril, a Reuters já havia reportado que o Conselho recebeu apenas uma fração dos bilhões de dólares prometidos pelos membros, o que impedia o avanço do projeto liderado pelos EUA. Na ocasião, o Conselho negou problemas financeiros, afirmando ser uma organização focada na execução que capta capital conforme necessário.

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Contexto do Conselho da Paz

Criado por Trump em janeiro, o Conselho da Paz tem como objetivo administrar temporariamente a Faixa de Gaza até a formação de um governo local, com ambições de expandir seu mandato para outras crises globais. Embora reconhecido pelo Conselho de Segurança da ONU, a iniciativa ainda não conta com o apoio de diversos países, incluindo o Brasil.

No projeto original, o conselho é uma etapa crucial no roteiro dos EUA, apoiado pela ONU, para desmilitarizar e reconstruir Gaza após dois anos de conflito entre Israel e Hamas. Trump descreveu o órgão como o maior e mais prestigioso já formado, incluindo nomes como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

Segundo a Casa Branca, o Conselho debaterá temas como fortalecimento da governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital. O órgão estabelecerá a estrutura e administrará os recursos para a reconstrução de Gaza até que a Autoridade Palestina conclua suas reformas, conforme propostas como o plano de paz de Trump de 2020 e a proposta saudita-francesa, permitindo que retome o controle de Gaza de forma segura e eficaz.

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