O último congresso da Fifa antes da Copa do Mundo foi marcado pela ausência do Irã e por um encontro tenso entre representantes de Israel e Palestina. Realizado em Vancouver, no Canadá, o evento contou com a presença de 210 das 211 federações filiadas à entidade, sendo a Federação Iraniana de Futebol a única ausente.
Visto negado para presidente iraniano
O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Tahj, teve o visto negado pelo governo canadense e não pôde entrar no país para acompanhar o congresso. A negativa ocorre porque Tahj integrou a Guarda Revolucionária Islâmica, considerada uma organização terrorista pelo Canadá. Desde o início do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, a participação iraniana na Copa é cercada de incertezas, mas a Fifa mantém a posição de que o Irã tem vaga garantida e disputará os jogos.
Declarações de Gianni Infantino
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que não há mudanças em relação ao Irã: a seleção iraniana jogará nos locais definidos pelo sorteio, incluindo as cidades americanas de Los Angeles e Seattle na primeira fase. “O motivo é simples: temos de nos unir, unir as pessoas, é a nossa responsabilidade. O futebol une o mundo”, declarou Infantino.
Tensão entre Israel e Palestina
Durante os discursos das federações, ficou evidente a dificuldade de usar o futebol como ferramenta para lidar com questões políticas. Infantino convidou os representantes da Palestina e de Israel para subirem ao palco juntos, mas o palestino Jibril Rajoub recusou-se a se aproximar do israelense Basim Sheikh Suliman, evidenciando a tensão entre as partes.
O congresso também abordou temas como o aumento da premiação e repasses da Copa de 2026, após queixas sobre altos custos de viagem. Apesar das controvérsias, a Fifa segue com os preparativos para o Mundial.



