Colômbia registra 31 ataques de guerrilheiros em fim de semana violento
Colômbia: 31 ataques de guerrilheiros no fim de semana

A Colômbia registrou ao menos 31 ataques atribuídos a grupos guerrilheiros no sudoeste do país durante o fim de semana, em uma escalada da violência que ocorre a pouco mais de um mês das eleições presidenciais, marcadas para 31 de maio. A informação foi divulgada por uma porta-voz das Forças Militares colombianas à agência de notícias AFP.

Dissidentes das Farc sob comando de Iván Mordisco

Os ataques são creditados a uma facção dissidente da antiga guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), liderada pelo insurgente conhecido como Iván Mordisco, atualmente o criminoso mais procurado do país. O grupo se financia principalmente com o tráfico de cocaína, atividade que lhe garante recursos para manter suas operações.

Ataque em Cajibio deixa 20 mortos

Um dos incidentes mais graves ocorreu no sábado, 26 de abril, quando uma explosão no município de Cajibio, localizado no oeste colombiano, resultou em pelo menos 20 mortos e 48 feridos na Rodovia Pan-Americana. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, anunciou uma recompensa de 5 bilhões de pesos (cerca de 7 milhões de reais) por informações que levem à captura do líder rebelde responsável pelo atentado.

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Governo classifica ataques como onda terrorista

O ministro Pedro Sánchez classificou a sequência de atentados como uma onda terrorista, afirmando que os ataques podem ser considerados crimes de guerra. Segundo ele, as ações são uma resposta às operações militares intensificadas na região, que visam desarticular os grupos armados.

Fim das negociações de paz agrava crise

A onda de violência ocorre dias após o presidente colombiano, Gustavo Petro, encerrar na terça-feira as negociações de paz com um dos principais grupos guerrilheiros do país, liderado pelo insurgente Alexander Díaz, conhecido como Calarcá. Essa decisão representa mais um revés para a política de paz total do governo, que já enfrentava dificuldades. As conversas, iniciadas em 2023, eram conduzidas com o chamado Estado-Maior dos Blocos, uma das maiores dissidências da antiga guerrilha das Farc, que atua em regiões estratégicas como a fronteira com a Venezuela e áreas da Amazônia.

Outras iniciativas de paz também fracassaram ou foram interrompidas, como as negociações com o Exército de Libertação Nacional (ELN) e com a dissidência liderada por Mordisco, que abandonou os diálogos e intensificou os ataques. Apesar da proposta de paz total, grupos armados teriam se fortalecido nos últimos anos, aumentando as críticas ao governo. Diante disso, Petro tem elevado a pressão sobre essas organizações, especialmente às vésperas das eleições que definirão seu sucessor.

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