Idoso de Goiânia recebe R$ 180 mil após ação judicial por exclusão de bolão da Mega-Sena
Um idoso de 78 anos, morador de Goiânia, conseguiu receber R$ 180 mil após entrar na Justiça por ter sido excluído da divisão do prêmio de um bolão da Mega-Sena. Segundo seu advogado, o valor será utilizado para pagar contas e ajudar a família, marcando o desfecho de um processo que começou a tramitar em 2024.
Exclusão do bolão e recurso à Justiça
O participante foi excluído da premiação pelo organizador do bolão, que alegou que o pagamento da cota de R$ 20 foi feito após o horário combinado. No entanto, o idoso contestou essa versão, afirmando que realizou o pagamento antes do sorteio. Diante da recusa em receber sua parte, ele levou o caso ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO).
A juíza da 29ª Vara Cível de Goiânia analisou o caso e determinou que o idoso deveria receber o prêmio, pois o organizador não contestou o pagamento quando foi avisado. Inicialmente, a Justiça fixou o valor em R$ 160 mil, correspondente à sua participação em uma das 24 cotas do bolão, que envolvia 52 pessoas e foi premiado com mais de R$ 200 milhões em março de 2024.
Acordo judicial e alívio do idoso
O organizador do bolão, após a decisão judicial, optou por fazer um acordo para pagar o valor integral de R$ 180 mil à vista, evitando prolongar o litígio. O advogado do apostador, Fernando Melo da Silveira, revelou que seu cliente estava apreensivo com a possibilidade de recursos que poderiam adiar o recebimento por anos.
"Ele falava, agora eu vou ter que esperar mais dois anos, três anos, para receber esse valor, mas quando ele ficou sabendo que ele [o organizador] procurou fazer um acordo para pagar o valor integral, à vista, ele ficou feliz demais", disse o advogado ao g1. O acordo foi celebrado sem a necessidade de contestação adicional, garantindo a resolução rápida do caso.
Detalhes do bolão e contexto informal
O bolão em questão foi organizado de forma informal, com acordo verbal entre os participantes, e não através da Caixa Econômica Federal. Essa informalidade complicou a divisão do prêmio, mas a Justiça reconheceu os direitos do idoso com base nas provas apresentadas.
O advogado destacou a importância do valor recebido: "Tinha muita gente para dividir, por isso que ficou R$ 160 mil. Mas mesmo assim, né? Qualquer valor que caia, um valor de R$ 180 mil, é bem considerável". A defesa do organizador do bolão foi contatada pelo g1, mas não respondeu até a última atualização da reportagem.
Este caso ilustra como disputas em bolões informais podem resultar em ações judiciais, especialmente quando envolvem valores significativos. A decisão judicial e o acordo subsequente garantem que o idoso receba o que lhe é devido, proporcionando segurança financeira em sua idade avançada.



