Desembargadora Maria de Lourdes Abreu morre aos 73 anos em Brasília
A desembargadora e ouvidora-geral do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Maria de Lourdes Abreu, faleceu nesta quarta-feira (18), em Brasília, aos 73 anos de idade. A magistrada estava internada no Hospital Sírio-Libanês e veio a óbito devido a uma falência múltipla dos órgãos. Ela encontrava-se afastada das funções no TJDFT desde o ano passado para tratar de questões de saúde.
Carreira dedicada ao serviço público
Maria de Lourdes Abreu era uma figura amplamente respeitada no meio jurídico, com uma trajetória profissional que ultrapassava quatro décadas de dedicação ao serviço público. Em 2024, ela havia sido eleita ouvidora-geral da Justiça do Distrito Federal e Territórios para o biênio 2024-2026, com a importante missão de fortalecer o diálogo entre o Poder Judiciário e a sociedade brasileira.
Trajetória profissional marcante
Sua carreira teve início no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em 10 de fevereiro de 1981, período crucial de estruturação institucional do órgão. Ao longo dos anos, ela ascendeu a posições de destaque:
- Promovida a promotora de Justiça substituta em 1984
- Elevada ao cargo de procuradora de Justiça em 1994
- Atuou como conselheira do Conselho Superior do MPDFT
- Dirigiu a Fundação Escola Superior do MPDFT, contribuindo significativamente para o ensino e pesquisa jurídica
Em 2014, Maria de Lourdes Abreu foi nomeada desembargadora do TJDFT, ocupando uma vaga destinada ao Ministério Público. Antes dessa promoção, ela coordenava a 3ª Câmara de Coordenação e Revisão da Ordem Jurídica, com atuação destacada nas áreas de meio ambiente, ordem urbanística e patrimônio cultural, além de integrar a 16ª Procuradoria de Justiça Cível Especializada.
Manifestação do Ministério Público
O MPDFT emitiu uma nota oficial manifestando profundo pesar pelo falecimento da desembargadora. No comunicado, o órgão destacou que Maria de Lourdes Abreu era "profissional admirada e respeitada no meio jurídico" e que sua trajetória se confundia com a história da instituição.
A nota ressaltou ainda seu "espírito pioneiro, elevada dedicação e firme compromisso com a promoção da Justiça e o fortalecimento das instituições". O Ministério Público expressou solidariedade aos familiares, amigos e colegas, reconhecendo o legado de profissionalismo, ética e compromisso deixado pela magistrada.
Além de suas funções no MPDFT, Maria de Lourdes Abreu ocupou posições estratégicas como secretária-executiva do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) e assessora especial no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, demonstrando a abrangência de sua atuação no sistema de Justiça brasileiro.



