Justiça Eleitoral corta pela raiz: Prefeito e vice de SC perdem mandato por compra de votos com cestas básicas para indígenas
Prefeito e vice de SC perdem mandato por compra de votos

Eis que a Justiça Eleitoral resolveu mostrar suas garras em Santa Catarina - e que garras afiadas! Numa decisão que está dando o que falar desde o Oiapoque ao Chuí, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC) simplesmente cassou os diplomas do prefeito e vice-prefeito de uma cidade catarinense. O motivo? Aquela velha e conhecida prática que teima em não desaparecer da nossa política: compra de votos.

Mas calma lá que a coisa é mais complexa do que parece. A história toda começou - pasmem - durante a campanha eleitoral de 2024. Segundo os autos do processo, os agora ex-gestores municipais teriam usado de uma estratégia no mínimo criativa: distribuição de cestas básicas para comunidades indígenas. Soa bonito, não? Pois é, mas a intenção por trás da suposta caridade era bem menos nobre.

O pulo do gato (que não deu certo)

O que parecia ser uma ação social legítima se revelou, nas entrelinhas do processo judicial, uma tentativa descarada de influenciar o voto dos indígenas. A oposição, sempre atenta, não perdeu tempo e denunciou a jogada. E olha, meus amigos, as provas colhidas foram tão contundentes que nem deu para disfarçar.

Os magistrados do TRE-SC analisaram cada detalhe com lupa de ourives - e o que encontraram foi um verdadeiro manual de como não se fazer política. As evidências apontavam para um esquema organizado que transformava ajuda humanitária em moeda de troca eleitoral. Sério mesmo, gente, em pleno 2024!

O veredito que ecoou além das fronteiras catarinenses

Quando a decisão saiu, foi aquela comoção. De um lado, os defensores da moralidade pública comemorando como se fosse gol de título. Do outro, os atingidos pela medida jurando que era perseguição política. Mas a Justiça, essa senhora teimosa, apresentou seus argumentos de forma tão cristalina que ficou difícil contestar.

O relator do caso não usou meias-palavras: caracterizou a conduta como "grave lesão à normalidade e legitimidade das eleições". E quando a Justiça Eleitoral fala nesse tom, é melhor baixar a cabeça e aceitar. A cassação veio acompanhada da perda dos direitos políticos por anos - um verdadeiro balde de água fria na carreira política dos envolvidos.

E agora, José?

Com a decisão transitada em julgado (sim, não cabe mais recurso!), a cidade ficará a ver navios. Quem assume agora? Bem, segundo as regras do jogo democrático, o presidente da Câmara Municipal deve assumir interinamente até que novas eleições sejam convocadas. Uma baita dor de cabeça para uma administração que mal havia começado.

O caso serve como alerta para políticos Brasil afora: a Justiça Eleitoral está de olho e não vai tolerar mais essas artimanhas antigas. Num país onde a desconfiança na política já é tamanha, atitudes como essas só afundam ainda mais a credibilidade dos representantes públicos.

Resta saber se a lição será aprendida - ou se ainda veremos mais casos como esse pipocando por aí. Por enquanto, a mensagem é clara: em Santa Catarina, jogar sujo saiu caro. Muito caro.