Multa Histórica! Empresa de Agrotóxicos Condenada a Pagar R$ 1 Milhão por Assédio Eleitoral em Campinas
Empresa multada em R$ 1 mi por assédio eleitoral

Pois é, a gente até ouve falar, mas ver uma condenação dessas é pra ficar de queixo caído. A Justiça Eleitoral de Campinas acabou de dar um verdadeiro baile em uma empresa do ramo de defensivos agrícolas, a tal da CropSolutions Ltda. A multa? Nada mais, nada menos que um milhão de reais. O motivo? Uma prática nojenta de assédio eleitoral contra os próprios funcionários.

Não foi um deslize, um equívoco. Foi algo planejado, direitinho. De acordo com a denúncia do Ministério Público Eleitoral, a empresa criou um esquema de pressão para que seus empregados votassem em candidatos de sua preferência nas eleições de 2022. Imagina o nível da coisa?

O Esquema de Coação

Os promotores detalharam o modus operandi, e é de revirar o estômago. A empresa não fez por menos: usou de ameaças veladas e promessas de benefícios – aquele velho toma-lá-dá-cá que nunca deveria existir, muito menos dentro de uma relação de trabalho. Os funcionários, é claro, ficaram entre a cruz e a espada: medo de represálias se não obedecessem e a angústia de ter sua liberdade, a mais básica de todas, violada.

O pior de tudo é que isso não é um caso isolado, né? Todo mundo sabe que por aí, em especial em empresas de porte médio e grande, rola uma pressão danada. Mas pegar pesado assim, com um sistema montado, é de lascar. A sentença da juíza Gabriela Moreira Lopes, da 15ª Zona Eleitoral, foi categórica: a conduta da empresa feriu de morte o princípio da liberdade do voto, um dos pilares da nossa frágil democracia.

Uma Sentença que Precisa Servir de Exemplo

E olha, a magistrada não economizou nas palavras. Ela deixou claro que o assédio eleitoral não é uma mera infração administrativa – é um atentado contra o estado democrático de direito. A multa milionária não é só punição; é um recado. Um recado alto e claro para outras empresas que ainda pensam que podem brincar com a liberdade de escolha dos seus colaboradores.

Para além do valor, a empresa ainda foi condenada a publicar a decisão integral no próprio site e num jornal de grande circulação. Ou seja, vai ter que pagar para todo mundo ver que fez merda. Humilhação pública às próprias custas, algo que dói bem mais no bolso e na reputação do que uma multa escondida.

O caso todo veio à tona a partir de uma investigação do MP, que não mediu esforços para desmontar a trama. E a defesa da empresa? Tentou, mas não colou. Alegou que não havia provas concretas, mas a Justiça considerou o conjunto da obra – e as evidências – mais do que suficientes.

No fim das contas, a gente fica naquele misto de indignação e alívio. Indignação por saber que práticas assim ainda existem. E alívio, um alívio tremendo, por ver que, pelo menos dessa vez, a Justiça funcionou. Funcionou com contundência. Que essa sentença ecoe longe e seja um freio para quem acha que o voto do trabalhador é moeda de troca.