
Olha, a coisa ficou séria — e feia — no Congresso Nacional. Zeca Dirceu, que comanda a tropa do PT na Câmara, acabou de puxar o gatilho de um verdadeiro terremoto político. Ele não só pediu, como exigiu publicamente que a Mesa Diretora da Casa bloqueie na hora o salário e toda a verba de gabinete do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
E não para por aí. O líder petista, com uma cara de poucos amigos que só vendo, já encaminhou ofício também ao Conselho de Ética. Quer que abram investigação contra o bolsonarista — e que a punição seja exemplar.
Mas qual foi a gota d'água? O que motivou uma reação tão dura, tão imediata?
Pois é. Tudo começou com uma fala do próprio Eduardo, durante uma live nas redes sociais. Ele basicamente defendeu — pasmem — que o Exército deveria dar um... "aperfeiçoamento" no STF. Sim, você leu certo. Uma declaração pesada, que ecoou pelos corredores do poder como um trovão.
Zeca Dirceu não perdeu tempo. Classificou a fala como "incitação à violência e ao desrespeito à Constituição". Disse, com todas as letras, que o deputado "ultrapassou todos os limites do decoro parlamentar". E foi além: afirmou que a declaração de Eduardo não foi um mero deslize, mas sim um ataque direto ao Estado Democrático de Direito.
O clima em Brasília? Tenso. Muito tenso. De um lado, a base governista pressionando por uma resposta firme. Do outro, a oposição se fechando em defesa do deputado. E no meio, todo mundo se perguntando: será que essa bomba vai mesmo explodir?
Enquanto isso, a Mesa Diretora da Câmara, comandada por Arthur Lira, agora segura um pepino das grandes. Vai ter que decidir se acata o pedido do PT — e arrisca uma crise maior ainda — ou se segura a onda e tenta abafar o caso.
Uma coisa é certa: o jogo político acabou de entrar em uma nova e perigosa fase. E todo mundo está de olho.