
Eis que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, resolveu dar um belo de um xeque-mate no caso do senador Marcos do Val. Numa jogada que pegou todo mundo de surpresa — ou quase todo mundo —, ele simplesmente suspendeu a obrigação do uso da tornozeleira eletrônica que o parlamentar carregava no tornozelo.
Pois é. A decisão saiu nesta segunda-feira, 18 de agosto de 2025, e já está causando rebuliço nos corredores do poder. Moraes, que também comanda o TSE, não deixou muita margem para dúvidas: a medida cautelar que impunha o dispositivo de monitoramento foi revogada. E ponto final.
Não é de hoje que a relação entre Moraes e Marcos do Val chama atenção. Lembra daquele episódio envolvendo supostas gravações com o ex-ministro da Justiça Anderson Torres? Pois então. Esse processo todo nasceu dali, de acusações que pareciam sair de um roteiro de filme de espionagem.
O senador, que não esconde o alívio, já comemorou a decisão nas redes sociais. “Finalmente, um respiro de justiça”, disse ele, entre linhas cheias de emoção. Mas calma: isso não significa que o processo sumiu. A investigação continua — só que, agora, sem a companhia eletrônica no pé.
Do outro lado, procuradores da República devem estar recalculando a rota. Eles pediam a manutenção da tornozeleira, argumentando risco de fuga ou obstrução das investigações. Moraes, no entanto, não comprou o argumento. Na visão dele, não há motivos concretos para manter a restrição.
Ah, a política… Sempre com seus dramas e reviravoltas. Essa decisão joga luz novamente sobre como a Justiça lida com figuras públicas. Será que alguns têm regras diferentes? A pergunta fica no ar, ecoando em grupos de WhatsApp e mesas de bar.
Enquanto isso, Marcos do Val respira aliviado — e com o tornozelo mais leve. Mas a história ainda não acabou. Como diria um certo poeta: no direito, como na vida, tudo pode mudar de capítulo num piscar de olhos.