Justiça do Rio suspende vendas de jogadores no Botafogo até Textor abrir 'caixa-preta' da SAF
A Justiça do Rio de Janeiro tomou uma decisão impactante para o Botafogo nesta quinta-feira (29), suspendendo as vendas de jogadores do clube até que o empresário John Textor apresente a chamada "caixa-preta" da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A medida foi determinada pelo desembargador Marcelo Almeida de Moraes Marinho, em um processo que envolve a empresa Eagle, controlada por Textor.
Prazo de 48 horas para transparência
O magistrado estabeleceu um prazo de 48 horas para que Textor demonstre nos autos do processo se "praticou ou pretende praticar" qualquer uma das seguintes ações:
- Venda de ativos, incluindo jogadores
- Distribuição de dividendos
- Realização de despesas extraordinárias
- Qualquer ato com reflexos econômicos no Botafogo
Se o empresário não cumprir essa determinação, pode ter atos anulados pela Justiça, o que agravaria ainda mais a situação já delicada do clube.
Motivação da suspensão
A suspensão das vendas de jogadores foi decretada pelo desembargador "considerando notícias da mídia, quanto a negociação açodada de atletas". Reportagens apontam que havia indícios de que Textor planejava vender dois jogadores importantes por valores considerados abaixo do mercado para clubes europeus, em uma movimentação vista como precipitada.
Crise financeira profunda
O Botafogo enfrenta atualmente uma crise financeira severa, com dificuldades para honrar suas dívidas. A mais urgente no momento é com o Atlanta United, dos Estados Unidos, referente à compra do meia Thiago Almada. A falta de pagamento resultou em uma punição da Fifa: um transfer ban que impede o clube de registrar novos jogadores, complicando ainda mais o planejamento esportivo.
Essa combinação de fatores – a suspensão judicial das vendas e o bloqueio de registros – coloca o Botafogo em uma situação crítica, exigindo transparência imediata de sua gestão para evitar consequências legais e esportivas mais graves.