
O silêncio pesado que acompanha as grandes perdas paira sobre Porto Alegre. Antonio Humberto Verissimo, uma verdadeira lenda da política gaúcha, partiu aos 89 anos, deixando um legado que poucos conseguirão igualar. A notícia, confirmada pela família na noite desta sexta-feira (30), pegou muita gente de surpresa — afinal, algumas figuras parecem simplesmente eternas.
E não é pra menos. Verissimo não era apenas um nome qualquer. Era um daqueles sujeitos que realmente fizeram a diferença, sabe? Ex-deputado estadual por nada menos que cinco mandatos e ex-vice-governador do estado ao lado de Pedro Simon, entre 1987 e 1990. Uma carreira sólida, daquelas que inspiram respeito.
Uma Despedida à Altura de Sua História
Para honrar toda uma vida de serviço público, o velório será realizado em um local mais do que apropriado: o Salão Júlio de Castilhos, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A cerimônia está marcada para começar às 10h deste sábado (31).
Imagine a cena: aquele salão imponente, cheio de história, recebendo pela última vez um homem que ajudou a escrever boa parte dela. É forte. A previsão é que o corpo siga depois para o Cemitério Jardim da Paz, no bairro Cascata, por volta das 15h.
Repercussão Imediata e Uma Vida de Conquistas
Mal a notícia se espalhou, as reações começaram a chover. O atual presidente da Assembleia, Vilmar Zanchin (MDB), não mediu palavras. Através de suas redes sociais, definiu Verissimo como "um democrata, um defensor das causas populares e um parlamentar que dedicou sua vida ao Rio Grande do Sul".
E olha, isso não é mero protocolo. O homem era mesmo gigante. Formado em direito, ele não ficou só nas leis. Mergulhou de cabeça na vida pública, sendo eleito pela primeira vez deputado estadual em 1962. Teve apenas um breve período longe da Assembleia, entre 1967 e 1970, mas voltou com tudo e por lá ficou, representando o povo gaúcho até 1991.
Fora isso, ainda chefiou a Casa Civil durante o governo de Germano Rigotto (2003-2006) e presidiu a Fundação de Economia e Estatística (FEE). Um currículo desses, meus amigos, é para se tirar o chapéu.
O Rio Grande do Sul perdeu uma de suas grandes figuras. Mas o que fica é a certeza de um trabalho bem feito e a gratidão de quem teve a vida tocada por sua trajetória. Uma página virada, mas que jamais será esquecida.