
Olha só que coisa mais esquisita: uma foto da Marilyn Monroe, toda elegante mesmo de calça jeans e... camisa amarela da Seleção Brasileira? E ainda batendo uma bola com uns jogadores que parecem saídos de um time dos anos 50? Pois é, essa imagem andou circulando por aí e causou um rebuliço danado nas redes sociais.
Mas segura aí, que a gente vai ter que estragar a festa. A tal foto — que muita gente caiu like um patinho — é falsa feito nota de três reais. Totalmente fabricada por inteligência artificial, sem pé nem cabeça na realidade.
O pessoal do G1 Fato ou Fake foi atrás dessa história e confirmou: a imagem é uma criação digital, uma mistureba sem sentido que junta a atriz americana (que morreu em 1962) com a camisa canarinho — que nem era assim na época, diga-se de passagem.
Como surgiu a fake?
Parece que a imagem foi parar primeiro em uns grupos de WhatsApp e depois vazou pro Twitter, pro Facebook e pro Instagram. Não demorou nada pra viralizar — porque, convenhamos, é uma cena curiosa pra caramba. Quem não ia dar uma olhada duas vezes?
Mas é aí que mora o perigo. As IAs tão ficando cada vez mais boas em criar essas montagens hiper-realistas, e tá difícil até pra olho treinado distinguir o que é verdade do que é invenção.
E como saber se é mentira?
Bom, primeiro: use o bom senso. Marilyn Monroe nunca jogou futebol — muito menos com a camisa do Brasil. Segundo: repare nos detalhes. Na imagem, as mãos dos jogadores estão meio estranhas, o número da camisa tá borrado, e a luz... ah, a luz simplesmente não bate.
Além disso, não existe registro histórico nenhum — nem foto, nem matéria de jornal, nada — que mostre a atriz envolvida com futebol ou com a seleção brasileira. Zero. Nada. Niente.
E tem mais: a própria evolução do uniforme da Seleção entre as décadas de 1950 e 1960 não coincide com o que aparece na imagem gerada por IA. Ou seja, erro crasso de contexto histórico.
Tá, e qual é a moral da história?
É simples: não acredite em tudo que vê na internet. Mesmo que a imagem pareça convincente, pode ser só mais uma armadilha digital. Sempre cheque a fonte, desconfie de conteúdos que parecem bons demais pra ser verdade e, na dúvida, espere antes de compartilhar.
As ferramentas de inteligência artificial estão aí — e podem ser legais pra caramba —, mas também podem ser usadas pra espalhar desinformação. E a gente, como usuário, precisa ficar ligado.
No fim das contas, a regra é clara: se vir algo suspeito, denuncie. E não passe pra frente até ter certeza de que é verdade. Porque fake news — essa sim — joga contra todo mundo.