Deputado federal é condenado por fake news em campanha eleitoral em Rondônia
Deputado condenado por fake news em campanha em Rondônia

Deputado federal enfrenta condenação por disseminação de fake news em campanha eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) decidiu manter a condenação imposta ao deputado federal Rafael Fera, do Podemos, por propagar informações falsas durante a campanha eleitoral de 2024. O parlamentar, que buscava a prefeitura de Ariquemes, cidade localizada a 200 quilômetros de Porto Velho, foi multado em 10 mil reais por conduta considerada abusiva e desinformativa pela Corte eleitoral.

Acusações falsas contra prefeita motivaram a penalidade

De acordo com o Ministério Público Eleitoral (MPE), as fake news divulgadas por Fera incluíam alegações graves contra a então prefeita de Ariquemes, Carla Redano, do União Brasil, que concorria à reeleição. Em uma passeata de campanha, o deputado afirmou que a prefeita teria pago servidores comissionados para pedirem votos nas ruas e que existiria um desfalque de mais de 1 bilhão de reais na administração municipal.

O TRE-RO avaliou que essas declarações extrapolaram os limites do debate democrático, configurando propaganda eleitoral negativa baseada em desinformação. Em sua decisão, o Tribunal destacou que a caracterização desse tipo de propaganda não se restringe a pedidos expressos de não voto, mas também abrange mensagens que buscam desqualificar adversários ou veicular fatos sabidamente falsos.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Recurso do deputado foi rejeitado pelo Ministério Público

Rafael Fera tentou recorrer da multa, alegando ser vítima de assédio eleitoral, mas o MPE considerou que essas alegações não foram comprovadas. Além disso, a Promotoria ressaltou que o deputado disseminou desinformação sobre supostos desvios de recursos públicos, reforçando a necessidade de manter a penalidade aplicada em primeira instância.

O parecer do Ministério Público no recurso foi favorável à manutenção da multa, enfatizando a importância de combater práticas que prejudicam a integridade do processo eleitoral. Caso deseje, o deputado ainda pode levar o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para um novo julgamento.

Contexto político e inelegibilidade do parlamentar

Em 2024, a Justiça Eleitoral considerou a candidatura de Fera inapta por inelegibilidade, devido a uma cassação anterior de seu mandato de vereador em Ariquemes. Essa cassação ocorreu por acusações feitas contra a então prefeita, o que o tornou inelegível na época. No entanto, em 2025, o Poder Legislativo local derrubou o decreto de cassação, alterando seu status político.

Este caso ilustra os desafios enfrentados pela Justiça Eleitoral no combate à desinformação durante períodos de campanha, reforçando a necessidade de limites claros para a propaganda política. A decisão do TRE-RO serve como um alerta sobre as consequências legais de disseminar fake news, especialmente em contextos eleitorais onde a competição pode levar a excessos.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar