
Eis que o Ministério Público de Minas Gerais resolveu botar a mão na massa — e não foi pouco. Na madrugada desta quarta-feira, uma operação de tirar o fôlego varreu o Sul de Minas com um único objetivo: desmontar um esquema de fraudes em contratos de serviços de saúde mental firmados pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIMAG).
Pelo menos oito cidades estão no centro dessa tempestade. A coisa é séria, viu? Tão séria que envolve desvios que podem chegar a milhões de reais. Imagina só: notas fiscais frias, serviços que nunca foram prestados, valores inflados como balão de São João…
O cerco se fecha
A operação, batizada de 'Saúde Mental', não veio de supetão. Investigação corre desde o ano passado, discretamente, é claro. Os promotores juntavam peça por peça desse quebra-cabeça — e quebra-cabeça complexo, diga-se.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em várias cidades. A lista não é pequena: Varginha, Três Corações, Elói Mendes, Paraguaçu, Campanha, Três Pontas, Monsenhor Paulo e Cordislândia. Em todas, o mesmo modus operandi: contratos com o CIMAG sendo usados como fachada para desviar dinheiro público.
Como funcionava o esquema?
Parece roteiro de filme, mas é pura realidade mineira. Empresas — supostamente prestadoras de serviços de psicologia e psiquiatria — emitiam notas fiscais sem correspondência com a realidade. Serviços fantasmas, cobranças duplicadas, valores absurdamente superfaturados.
E o pior? Quem pagava a conta era o cidadão comum, que depende desses serviços para ter um atendimento digno na área de saúde mental. Uma ironia cruel, não?
Os investigados — ainda não nominados publicamente — responderão por crimes de:
- Formação de quadrilha
- Fraude a licitação
- Fraude a contrato administrativo
- Emissão de documento falso
O MP garante que a investigação continua a pleno vapor. Novas delações, quebras de sigilo e até prisões não estão descartadas. A promessa é limpar a casa — e fazer com que o dinheiro público volte para onde deveria estar: no atendimento à população.
Enquanto isso, as prefeituras envolvidas se pronunciaram pouco. Algumas afirmaram que cooperam com a investigação; outras preferiram o silêncio. Resta saber quantos outros municípios podem estar nessa rede — porque, convenhamos, onde tem fumaça…