Zelensky alerta para crise energética após ataques russos com 200 drones
Ucrânia em crise energética após ataques russos

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez um alerta grave sobre a situação do país neste domingo (18). Em uma publicação na rede social X, ele afirmou que a nação enfrenta um momento crítico em seu sistema de energia após uma nova onda de ataques realizados pela Rússia.

Ataque Massivo com Drones e Vítimas

Segundo o líder ucraniano, a ofensiva mais recente ocorreu durante a noite anterior e envolveu um ataque maciço com mais de 200 drones. A ação resultou em duas mortes confirmadas e dezenas de feridos, incluindo uma criança. Zelensky manifestou suas condolências às famílias das vítimas.

As regiões atingidas pelos ataques foram Sumy, Kharkiv, Dnipro, Zaporizhzhia, Khmelnytskyi e Odesa. O presidente destacou o trabalho das equipes de reparo, que atuam "dia e noite" sob condições climáticas adversas para restabelecer serviços essenciais como energia elétrica, aquecimento e abastecimento de água.

Pressão Extrema sobre a Infraestrutura

Zelensky forneceu números alarmantes sobre a escala dos ataques desta semana. De acordo com ele, a Rússia utilizou mais de 1.300 drones, aproximadamente 1.050 bombas aéreas guiadas e 29 mísseis de diferentes tipos contra o território ucraniano.

Essa investida mantém o sistema energético do país sob forte pressão, dificultando os esforços de restauração. A situação é agravada por ataques anteriores, como o ocorrido na madrugada de terça-feira (13), que matou quatro pessoas na cidade de Kharkiv e danificou gravemente a infraestrutura, incluindo um terminal postal.

Consequências e Apelo por Apoio Internacional

Os bombardeios também afetaram a capital, Kiev, causando cortes de energia emergenciais. A ofensiva foi descrita pelas autoridades locais como um ataque de mísseis curto, porém intenso. Ataques separados atingiram a cidade portuária de Odessa, ferindo cinco pessoas, e Kryvyi Rih, com dois civis feridos.

Em meio à crise, Zelensky voltou a pedir mais apoio internacional, especialmente no fornecimento de mísseis para sistemas de defesa aérea. Ele argumentou que, se a Rússia estiver deliberadamente prolongando o processo diplomático, a resposta global deve ser "decisiva", com maior ajuda à Ucrânia e mais pressão sobre Moscou.

O presidente agradeceu aos países parceiros que continuam apoiando a Ucrânia, mas reforçou a necessidade urgente de fortalecer as defesas para proteger vidas e a infraestrutura crítica do país.