Trump sugere controle do petróleo iraniano como opção e afirma guerra 99% resolvida
Trump sugere controle do petróleo iraniano e diz guerra 99% resolvida

Trump avalia controle do petróleo iraniano e afirma progresso bélico

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (26) que assumir o controle do petróleo do Irã constitui uma possibilidade real no contexto do conflito entre as duas nações. A afirmação ocorreu durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, em resposta a questionamentos da imprensa.

Exemplo venezuelano como referência

Trump utilizou o caso da Venezuela como parâmetro, alegando que o país sul-americano encontra-se em situação melhor após a deposição de Nicolás Maduro e a subsequente administração estadunidense sobre seus recursos petrolíferos. "É uma opção. Eu não falo muito sobre isso, mas é uma opção. Fizemos isso com a Venezuela e deu certo, estamos trabalhando muito bem", afirmou o mandatário.

O líder norte-americano destacou que tanto Washington quanto Caracas obtiveram significativos ganhos financeiros com as vendas de petróleo venezuelano após a mudança de regime, qualificando a relação bilateral como "incrível" desde então.

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Conflito com o Irã: 99% resolvido

Paralelamente, Trump manifestou confiança de que a guerra contra o Irã está 99% resolvida, não obstante o bloqueio persistente do Estreito de Ormuz por forças iranianas. O presidente expressou dúvidas sobre a conveniência de um acordo de cessar-fogo, declarando: "Temos conversas bem significantes e com as pessoas certas. (...) Mas estou o oposto de desesperado, eu não me importo. Bombardeamos eles diariamente e, inclusive, temos mais alvos que a gente quer atingir antes de terminarmos".

Trump rejeitou reportagens da mídia estadunidense que o descreviam como ansioso por um acordo, sustentando que as forças armadas norte-americanas já cumpriram 99% da missão, restando apenas a questão do Estreito de Ormuz como o 1% final. "Nós dizimamos eles militarmente, não têm Marinha, Exército, um míssil ou outro. O problema no Estreito de Ormuz é: fizemos 99%, mas se o 1% permanecer ele pode ser no formato de um míssil disparado contra um navio de US$ 1 bilhão, e isso não pode acontecer", argumentou.

Propostas e contrapropostas em jogo

O regime iraniano comunicou nesta quinta-feira, através do Paquistão como mediador, uma resposta oficial à proposta de paz de 15 pontos elaborada pelo governo Trump. A reação ocorreu após a mídia estatal iraniana ter inicialmente rejeitado o plano, apresentando uma contraproposta com cinco pontos fundamentais.

As condições iranianas incluem:

  • Interrupção total da agressão e assassinatos por parte do inimigo
  • Estabelecimento de mecanismos concretos para evitar retomada da guerra
  • Ressarcimento por danos causados durante o conflito
  • Fim da guerra em todas as frentes e para grupos de resistência regionais
  • Exercício da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz

Autoridades iranianas enfatizaram que "o Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas", conforme divulgado pela Press TV.

Plano norte-americano de 15 pontos

A proposta estadunidense, detalhada por agências de notícias e pelo "The New York Times", abrange aspectos nucleares e de mísseis balísticos, incluindo:

  1. Compromisso iraniano de nunca desenvolver armas nucleares
  2. Limitações no alcance e quantidade de mísseis
  3. Desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow
  4. Cessão do financiamento a grupos aliados como Hamas e Hezbollah
  5. Criação de zona marítima livre no Estreito de Ormuz

Autoridades paquistanesas descreveram o plano como abrangendo alívio de sanções, cooperação nuclear civil, redução do programa nuclear iraniano, limites para mísseis e garantias de navegação no Estreito de Ormuz.

Enquanto isso, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, acompanhando Trump, declarou que "nós rezamos por um acordo", contrastando com a postura mais assertiva do presidente. O governo iraniano qualificou anteriormente a proposta de Trump como "excessiva e desconectada da realidade", reafirmando que não aceitará ditações para o fim do conflito.

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