Trump Declara Guerra ao Irã 'Praticamente Concluída' e Ameaça Assumir Controle do Estreito de Ormuz
Trump: Guerra ao Irã 'praticamente concluída' e ameaça sobre Ormuz

Declaração de Trump sobre Conflito com o Irã Gera Repercussão Internacional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações impactantes nesta segunda-feira durante uma entrevista por telefone à emissora norte-americana CBS, afirmando que a guerra contra o Irã pode estar "praticamente concluída". Segundo o mandatário, as forças militares iranianas teriam sido severamente enfraquecidas após os ataques realizados por Estados Unidos e Israel, que iniciaram uma ofensiva militar em 28 de fevereiro.

Afirmações sobre a Capacidade Militar Iraniana

Trump foi enfático ao descrever a situação das forças iranianas: "Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm marinha, não têm comunicações e não têm força aérea. Os mísseis estão espalhados por todos os lados. Os drones estão sendo destruídos em todo lugar, inclusive nas fábricas onde são produzidos". De acordo com informações do governo norte-americano, mais de três mil alvos iranianos já foram atingidos apenas na primeira semana desde o início do conflito.

O presidente complementou sua avaliação afirmando que a operação militar estaria avançando mais rapidamente do que o previsto inicialmente, quando a expectativa era de um conflito com duração de cerca de um mês. "Se você observar, eles não têm mais nada. Não resta praticamente nada em termos militares", declarou Trump, reforçando sua percepção sobre o enfraquecimento iraniano.

Silêncio sobre o Novo Líder Iraniano e Alerta sobre Ormuz

Questionado sobre Mojtaba Khamenei, apontado como novo líder supremo do Irã após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, durante os primeiros ataques, Trump evitou comentar diretamente, afirmando: "Não tenho nenhuma mensagem para ele. Absolutamente nenhuma". Em declarações anteriores, o presidente norte-americano já havia criticado a escolha do novo líder iraniano, sugerindo que Khamenei "não deve permanecer muito tempo" no cargo.

Durante a entrevista, Trump também abordou a situação no estratégico estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo, por onde passa cerca de 20% das exportações globais. Desde o início do conflito, o número de navios que cruzam a região diminuiu significativamente.

O presidente afirmou que o estreito permanece aberto e que a navegação continua ocorrendo, mas revelou estar avaliando a possibilidade de os Estados Unidos assumirem o controle da área: "Estamos pensando em assumir o controle da região. Os Estados Unidos podem fazer muita coisa em relação a isso".

Ameaça Direta ao Irã e Contexto do Conflito

Trump fez um alerta contundente ao Irã sobre a possibilidade de fechamento do estreito: "Eles já dispararam tudo o que tinham para disparar, e é melhor não tentarem nada precipitado, ou será o fim daquele país. Se cometerem um erro, isso será o fim do Irã. Nunca mais se ouviria falar desse país".

Os Estados Unidos e Israel iniciaram a ofensiva militar alegando o objetivo de eliminar ameaças consideradas iminentes do regime iraniano. Em resposta, o Irã realizou ataques contra alvos em Israel, bases militares norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, incluindo:

  • Arábia Saudita
  • Bahrein
  • Emirados Árabes Unidos
  • Qatar
  • Kuwait
  • Líbano
  • Jordânia
  • Omã
  • Iraque

Também foram registrados incidentes envolvendo projéteis iranianos em países como Chipre, Azerbaijão e Turquia. Segundo estimativas divulgadas até agora, o conflito já deixou mais de mil mortos no Irã e sete soldados norte-americanos mortos.

Diálogo com Putin e Cenário Internacional

Em desenvolvimento paralelo, o Kremlin anunciou que o presidente russo Vladimir Putin conversou com Trump por cerca de uma hora, oferecendo propostas para o fim da guerra no Irã. O diálogo também tratou da situação na Ucrânia e do cenário do mercado global de petróleo.

Trump confirmou o diálogo e afirmou que o líder russo quer "ser construtivo". Mais cedo, Putin havia prometido "apoio inabalável" a Teerã após a escolha do novo líder, criando um cenário diplomático complexo enquanto as declarações beligerantes de Trump continuam a moldar a narrativa internacional sobre o conflito.