Trump amplia adiamento de ataques ao Irã e afirma que país implora por acordo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (26) a extensão do adiamento de possíveis ataques contra usinas de energia do Irã. Segundo ele, a decisão foi tomada a pedido do governo iraniano e valerá por mais 10 dias, indo até 6 de abril.
Negociações em andamento e declarações contraditórias
Em uma rede social, Trump informou que as negociações entre os dois países “estão indo muito bem”. No entanto, mais cedo nesta quinta-feira, ele havia dito não ter mais certeza de que quer um acordo com o Irã para o fim da guerra no Oriente Médio e afirmou que Teerã estava desesperado por negociações.
Na segunda-feira (23), o presidente já havia adiado por 5 dias eventuais ataques contra instalações de energia iranianas, descrevendo as conversas como “muito boas e produtivas”.
Plano americano de 15 pontos e rejeição iraniana
Segundo a imprensa americana, os Estados Unidos enviaram nesta semana um plano de 15 pontos para encerrar a guerra. O documento inclui exigências rigorosas sobre armas e o enriquecimento de urânio. Veja os principais termos:
- Compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares;
- Limitação do alcance e da quantidade de mísseis;
- Desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow;
- Fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah;
- Criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.
O Irã rejeitou a proposta, chamando o plano de “excessivo e desconectado da realidade”. Teerã afirmou ainda que Trump não ditará o fim do conflito.
Declarações do ministro iraniano
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta quarta-feira que os Estados Unidos “reconhecem a derrota” ao falar sobre negociações neste momento. Segundo ele, o que existe atualmente são apenas conversas indiretas, indicando uma postura de resistência por parte do governo iraniano.
Essas movimentações ocorrem em um contexto de tensões prolongadas na região, com ambos os lados buscando posições vantajosas nas negociações. A extensão do adiamento dos ataques sugere uma tentativa de dar mais tempo para diálogos, embora as declarações públicas revelem divergências significativas.



