Trump intensifica ameaças ao Irã com armada e prazo para acordo nuclear
Trump ameaça Irã com armada e prazo para acordo nuclear

Trump intensifica pressão sobre Irã com ameaças militares e prazo para acordo nuclear

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã com uma postura agressiva, enviando uma enorme armada para o Oriente Médio e declarando publicamente que o tempo para negociar um acordo nuclear está se esgotando. As declarações foram feitas na quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, através das redes sociais, onde Trump afirmou que navios americanos estão a caminho do Irã e relembrou ações militares anteriores, como a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro.

Objetivo estratégico: inflamar protestos para mudança de regime

De acordo com uma investigação da agência de notícias Reuters, o objetivo por trás das ameaças de Trump vai além de pressionar o regime iraniano a retornar à mesa de negociações. Duas fontes do governo americano revelaram que a estratégia é criar condições para uma mudança de regime no Irã, aproveitando-se dos protestos que tomaram o país recentemente. As manifestações, que representaram a maior ameaça à teocracia desde a Revolução Islâmica de 1979, foram reprimidas com violência, resultando em mais de 6 mil mortes e 40 mil prisões.

As autoridades americanas avaliaram opções militares direcionadas a comandantes e instituições iranianas responsáveis pela repressão, com o intuito de injetar fôlego aos manifestantes. A ideia é que, com apoio externo, os iranianos possam retomar os protestos e até mesmo tomar edifícios governamentais. No entanto, Trump ainda não tomou uma decisão final sobre o curso de ação, considerando desde ataques limitados até operações mais amplas contra o programa de mísseis balísticos ou enriquecimento nuclear do Irã.

Preocupações de aliados e resposta iraniana

Enquanto isso, aliados dos Estados Unidos expressaram preocupações com a escalada das tensões. Oito fontes de governos árabes e ocidentais ouvidas pela Reuters temem que ataques americanos possam, na verdade, enfraquecer o movimento de protesto no Irã, em vez de revitalizá-lo. Um alto funcionário israelense destacou que ataques aéreos isolados não seriam suficientes para derrubar o regime, argumentando que seria necessário o envio de tropas terrestres para um impacto significativo.

Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, rejeitou qualquer negociação com os Estados Unidos enquanto as ameaças persistirem. Ele desmentiu afirmações de Trump sobre supostos contatos de Teerã com Washington, e a missão iraniana nas Nações Unidas alertou que o país se defenderia como nunca antes se pressionado. A crise entre as duas nações se intensificou ao longo do último ano, com uma guerra aérea envolvendo ataques americanos a instalações nucleares iranianas.

Contexto dos protestos e tensões regionais

Os protestos no Irã começaram motivados pela crise econômica, incluindo a desvalorização da moeda local e a inflação, mas rapidamente evoluíram para demandas políticas, pedindo o fim da ditadura e a deposição do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. No auge das manifestações, Trump ameaçou intervir militarmente em apoio aos manifestantes, embora as tensões tenham diminuído após as autoridades iranianas suspenderem planos de execução de presos.

Os Estados do Golfo, aliados tradicionais dos Estados Unidos, têm pedido contenção, temendo serem os primeiros alvos de uma retaliação iraniana. As negociações potenciais entre EUA e Irã envolvem pontos complexos, como a proibição do enriquecimento de urânio e restrições a mísseis balísticos, mas Trump não detalhou publicamente seus objetivos atuais para um acordo.