Os sistemas de defesa aérea da Venezuela, que incluíam radares de última geração fabricados na China, mostraram-se ineficazes durante um ataque aéreo surpresa conduzido pelos Estados Unidos no início de 2026. A operação militar, que tinha como objetivo capturar o então líder Nicolás Maduro, envolveu uma força maciça e encontrou resistência mínima, levantando questões sobre a capacidade real das tecnologias de defesa adquiridas por Caracas.
O ataque surpresa e a falha na defesa
A ofensiva americana mobilizou um contingente impressionante: 150 aeronaves e cerca de 200 tropas. Apesar da escala, as forças dos EUA sofreram perdas insignificantes. Apenas um helicóptero foi atingido, supostamente por tiros de metralhadora, mas permaneceu completamente operacional até o final da missão. Nenhuma aeronave foi abatida e nenhum militar americano foi perdido.
Este resultado contrastou fortemente com as expectativas criadas em torno dos sistemas de defesa venezuelanos. O país havia investido em radares móveis chineses do modelo JY-27A, anunciados por Pequim como equipamentos de primeira linha capazes de detectar até mesmo aeronaves furtivas, como os caças F-22 e F-35 norte-americanos, a distâncias superiores a 277 quilômetros.
Problemas vão além da tecnologia
Especialistas apontam que o fracasso defensivo não se deve necessariamente a uma falha tecnológica dos equipamentos, mas a uma série de deficiências operacionais e de manutenção. Michael Sobolik, pesquisador sênior do Hudson Institute, destacou que a eficácia em um conflito real é o que importa. "Talvez eles não conseguissem resistir a ataques sofisticados de espectro eletromagnético, ou talvez tenham sido mal utilizados por seus operadores", afirmou ao Business Insider.
Um estudo do Miami Strategic Intelligence Institute revelou uma situação crítica nas defesas aéreas venezuelanas já no ano anterior ao ataque. A análise indicou que mais de 60% da frota de radares do país estava fora de operação. Além disso, a aviação de combate voava com pouca frequência e havia uma carência crônica de suporte técnico, manutenção e peças de reposição dos países exportadores, China e Rússia.
Repercussão internacional e mensagem geopolítica
O episódio teve desdobramentos diplomáticos. Um repórter japonês questionou um porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China sobre a utilidade prática do "grande número de equipamentos militares" vendidos à Venezuela. A resposta chinesa limitou-se a condenar o ataque dos Estados Unidos, sem comentar o desempenho dos equipamentos.
A ineficácia dos sistemas, sejam eles chineses ou russos – a Venezuela também possuía baterias de mísseis S-300VM e sistemas Buk-M2 –, envia uma mensagem geopolítica significativa. Segundo analistas, o evento aumenta a confiança nas capacidades militares dos EUA e, simultaneamente, levanta dúvidas sobre a eficácia real dos sistemas de defesa oferecidos por seus rivais estratégicos em cenários de conflito real.
A análise do New York Times corroborou a visão de que a Venezuela estava despreparada, com parte de seu equipamento de defesa aérea simplesmente armazenado ou inoperante. A falta de peças de reposição e de conhecimento técnico especializado para manter os sistemas complexos em funcionamento mostrou-se um ponto fraco decisivo, demonstrando que a mera aquisição de hardware avançado não é suficiente para garantir a segurança de um país.