Após um mês de guerra, Pentágono admite que Irã mantém capacidade de ataque, mas garante vitória próxima
Pentágono: Irã mantém capacidade de ataque, mas vitória está perto

Pentágono reconhece capacidade de retaliação do Irã após um mês de conflito

O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, admitiu publicamente nesta terça-feira, 31 de março de 2026, que o Irã ainda possui capacidade de retaliação após um mês de intensos bombardeios conjuntos realizados por forças americanas e israelenses. Em seu primeiro pronunciamento sobre a guerra em quase duas semanas, realizado no Pentágono ao lado do general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, Hegseth afirmou que, apesar disso, o poder militar iraniano foi significativamente prejudicado.

Declarações firmes e cenário de combate

"Eles vão lançar mais mísseis; nós vamos abatê-los", declarou Hegseth aos repórteres, demonstrando confiança na capacidade defensiva das forças aliadas. O secretário revelou ter feito uma visita não anunciada ao Oriente Médio no fim de semana para visitar soldados em bases da região, onde "testemunhei em primeira mão a urgência em concluir a missão". Ele enfatizou que os Estados Unidos estão "mais perto do que nunca da vitória", mesmo diante do impacto global do conflito, que abalou a economia e fez os preços da gasolina dispararem em território americano.

Hegseth garantiu que "temos cada vez mais opções, e eles têm cada vez menos", destacando que os próximos dias de combates serão "decisivos" para o desfecho da guerra. Essa afirmação ocorre em um contexto onde o governo de Donald Trump enfrenta críticas por uma aparente falta de controle sobre o conflito.

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Capacidades militares e estratégias em curso

O general Dan Caine complementou as informações ao afirmar que o Exército americano começou a realizar missões com bombardeiros B-52 sobre terra pela primeira vez. Essa capacidade de sobrevoar o território iraniano com aeronaves enormes sugere que as defesas aéreas do país foram significativamente enfraquecidas, indicando um avanço tático importante.

Além disso, Caine explicou que os aviões de guerra americanos estão agora focados em destruir as cadeias de suprimentos que abastecem as instalações de construção de mísseis, drones e navios de guerra do Irã. Essa estratégia visa sufocar a capacidade da nação persa de repor as munições destruídas em milhares de bombardeios, com os Estados Unidos tendo atacado sozinhos mais de 11 mil alvos nos últimos 30 dias, segundo o general.

Negociações e críticas a aliados

O chefe do Pentágono também abordou o tema das negociações por um cessar-fogo, afirmando que o governo republicano "preferiria muito mais" fazer um acordo, mas que, "enquanto isso, negociaremos com bombas". Hegseth detalhou que as tratativas estão em andamento e ganhando força, com o objetivo de que o Irã abra mão de material nuclear e de ambições em relação ao Estreito de Ormuz. "Se o Irã for sábio, eles farão um acordo", acrescentou, reiterando que o presidente Trump "não blefa".

Hegseth ainda ecoou uma fala de Trump ao declarar que a mudança de regime no Irã "já ocorreu", insistindo que há um "novo regime" no poder. No entanto, autoridades da inteligência americana alertam que o novo líder supremo, filho do falecido aiatolá Ali Khamenei, é considerado mais linha-dura que seu pai, o que pode complicar o cenário político.

Em meio a isso, o secretário criticou aliados que não se juntaram aos Estados Unidos na guerra, afirmando que "outros países deveriam ouvir quando o presidente fala". Trump, por sua vez, usou redes sociais para atacar nações que "se recusaram a se envolver na decapitação do Irã", advertindo que "vocês terão que começar a aprender a lutar por si mesmos", refletindo tensões na aliança EUA-Europa.

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