Netanyahu promete ação rápida contra Irã, enquanto Trump defende ofensiva militar
Netanyahu promete ação rápida contra Irã; Trump defende ofensiva

Netanyahu promete ação rápida contra Irã, enquanto Trump defende ofensiva militar

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (2) que o conflito com o Irã "não vai ser uma guerra sem fim". Em entrevista à Fox News, o líder israelense declarou que as ações contra o país do Oriente Médio serão "uma ação rápida e decisiva", embora possam continuar por algum tempo, mas não durarão anos.

Posicionamento de Trump sobre a ofensiva no Irã

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu sua ofensiva no Irã, descrevendo os ataques como "a nossa última e melhor chance de eliminar a ameaça do regime iraniano". Ele estimou que o conflito deve durar "quatro ou cinco semanas ou mais", durante uma cerimônia na Casa Branca para concessão de medalhas a veteranos das guerras do Vietnã e do Afeganistão.

Em sua primeira fala pública sobre o conflito, Trump detalhou os objetivos militares:

  • Destruir mísseis iranianos
  • Desmantelar a Marinha iraniana
  • Interromper as ambições nucleares do país
  • Cortar o financiamento do governo iraniano a grupos terroristas

Rompimento de negociações e justificativas

O presidente norte-americano indicou não estar disposto a voltar a dialogar com Teerã, afirmando que "Não dá lidar com essas pessoas". Esta declaração marca o rompimento das negociações entre EUA e Irã para um acordo de não proliferação de armas nucleares.

Trump reiterou argumentos de que o Irã tentou reconstruir seu programa nuclear e expandia "rapida e dramaticamente" seu programa de mísseis, representando uma ameaça colossal aos Estados Unidos, suas bases militares no Oriente Médio e à Europa. Ele expressou satisfação por ter derrubado o acordo nuclear feito pelo ex-presidente Barack Obama com os iranianos.

Baixas militares e operações em andamento

Até o momento, quatro militares norte-americanos tiveram suas mortes confirmadas pelas Forças Armadas dos EUA, com outros 18 soldados feridos em estado grave após ataques retaliatórios iranianos, segundo a CNN Internacional. O Pentágono havia anunciado anteriormente que três militares foram mortos e cinco ficaram gravemente feridos durante um contra-ataque do Irã.

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou que "vários outros sofreram ferimentos leves por estilhaços e concussões" e estão em processo de retorno ao serviço, enquanto as principais operações de combate continuam.

Capacidades militares atingidas

Segundo Trump, os Estados Unidos estão destruindo as capacidades de mísseis do Irã, tanto os já fabricados quanto a produção de novos, e afundaram pelo menos 10 navios iranianos. O presidente afirmou que "Eliminamos a liderança [iraniana] em 1 hora", referindo-se à eficácia das operações iniciais.

Os objetivos declarados da guerra incluem garantir que o Irã nunca tenha uma arma nuclear e que o regime não consiga mais financiar grupos terroristas do Oriente Médio. Trump ainda alertou à CNN Internacional que a "grande leva de ataques ao Irã ainda está por vir", indicando uma escalada contínua do conflito.