O uso de chupeta e mamadeira é comum nos primeiros anos de vida e pode trazer benefícios como acalmar o bebê e conforto para crianças maiores. No entanto, quando esses hábitos se prolongam além do período recomendado, podem causar prejuízos ao desenvolvimento da arcada dentária e das estruturas faciais. Uma das principais dúvidas dos pais é até quando esses hábitos são considerados seguros. Vale destacar que a introdução da chupeta não é considerada necessária do ponto de vista da saúde, sendo uma decisão familiar.
Recomendações de especialistas
De acordo com especialistas em odontopediatria, incluindo recomendações da American Academy of Pediatric Dentistry e da Organização Mundial da Saúde, o ideal é que a chupeta seja retirada até, no máximo, os 2 anos de idade. Já a mamadeira deve ser desestimulada gradualmente nesse mesmo período, dando lugar ao uso de copos. Segundo a coordenadora de Odontologia da Faculdade Anhanguera, Dra. Cristina Pedro, “o uso prolongado pode interferir na posição dos dentes e no desenvolvimento da face, favorecendo problemas como mordida aberta, desalinhamentos e até alterações no padrão respiratório”.
Sinais de alerta
Entre os principais sinais de alerta estão: alterações na forma como a criança fecha a boca; dificuldade na mastigação; mudanças na fala; respiração oral predominante. Quando a remoção desses hábitos ocorre tardiamente (após os 3–4 anos), pode ser necessário um acompanhamento multidisciplinar, incluindo odontopediatria e psicologia. Em alguns casos, são indicados aparelhos ortodônticos neurocompatíveis para auxiliar na remoção e correção.
Como retirar chupeta e mamadeira sem traumas
A abordagem deve respeitar a faixa etária e o contexto familiar. Confira orientações práticas:
- Faça a retirada gradual: reduza o uso aos poucos, começando por momentos específicos, como antes de dormir;
- Ofereça alternativas: introduza copos de transição adequados à idade;
- Converse com a criança: utilize linguagem simples e acolhedora (especialmente após os 2 anos);
- Busque orientação profissional: o acompanhamento com odontopediatra ajuda a monitorar impactos e orientar a família com intervenções específicas como o uso de aparelhos neurocompatíveis e atuação conjunta com a psicóloga devido ao apego emocional para contemplar a criança e o núcleo familiar.
A retirada no momento adequado não só favorece a saúde bucal, mas também contribui para o desenvolvimento correto da fala, mastigação e respiração.



