Conflito Israel-Líbano: Mortes ultrapassam 100 e alertas de evacuação causam pânico em Beirute
Mortes em conflito Israel-Líbano passam de 100; pânico em Beirute

Conflito Israel-Líbano: Mortes ultrapassam 100 e alertas de evacuação causam pânico em Beirute

O número de mortos pelos ataques de Israel ao Líbano já ultrapassou a marca de 100 vítimas, enquanto os alertas de evacuação emitidos pelo Exército israelense provocaram pânico nos subúrbios do sul de Beirute, capital libanesa, nesta quinta-feira (5). A situação se agrava com o avanço das tropas israelenses no território libanês, autorizado pelo ministro da Defesa, Israel Katz.

Reinício dos ataques e avanço terrestre

O Exército de Israel iniciou operações militares ao longo da fronteira com o Líbano na terça-feira (3). Em comunicado, o ministro Israel Katz afirmou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e ele autorizaram as Forças de Defesa de Israel (IDF) a avançar e ocupar posições dominantes adicionais no Líbano. O objetivo declarado é impedir disparos contra comunidades israelenses na fronteira.

Um membro do governo libanês relatou à Reuters que tropas israelenses estão realizando investidas em algumas áreas fronteiriças. Testemunhas confirmaram que o Exército libanês se retirou de pelo menos sete posições ao longo da fronteira. Segundo a agência AFP, as forças israelenses avançaram nas regiões de Kfar Kila e Khiam.

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Criação de zona-tampão e bombardeios

Pouco após o pronunciamento de Katz, o Exército israelense anunciou que está criando uma zona-tampão no sul do Líbano. O porta-voz militar Effie Defrin explicou que o Comando Norte assumiu o controle do terreno dominante para estabelecer uma zona de amortecimento entre os moradores israelenses e qualquer ameaça.

As operações terrestres ocorrem em meio a uma maior mobilização de tropas e aparatos militares por Israel ao longo da fronteira com o Líbano nos últimos dias. Isso indica uma possível invasão terrestre do país vizinho nas próximas horas ou dias. Israel está combatendo o grupo rebelde Hezbollah, com o qual mantinha um cessar-fogo desde outubro de 2024.

A trégua foi quebrada após o Hezbollah disparar mísseis contra o norte de Israel no domingo. Desde então, Israel tem realizado bombardeios intensos contra o sul do Líbano e também contra a capital Beirute, atacada na segunda-feira (2) e novamente na terça.

Mobilização militar e contexto regional

Israel convocou cerca de 100 mil reservistas desde sábado, enviando uma parte deles para a fronteira com o Líbano, ao norte. O governo libanês afirmou que retirou seu Exército de regiões ao sul do país. As forças israelenses já ocupam cinco posições no sul do Líbano desde novembro de 2024, época do cessar-fogo com o Hezbollah.

O confronto Israel x Hezbollah é mais um foco da guerra no Oriente Médio, que se alastrou para além do conflito entre EUA, Israel e Irã. Este começou no sábado após bombardeios em território iraniano que mataram o líder supremo Ali Khamenei e autoridades militares. A organização humanitária Crescente Vermelho do Irã relatou quase 800 mortes desde o início dos ataques ao país.

Em resposta, o Irã disparou mísseis contra território israelense e bases militares norte-americanas na região. Os EUA informaram que seis militares foram mortos, e o presidente Donald Trump prometeu vingança, afirmando que os Estados Unidos desferirão o golpe mais devastador aos terroristas.

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