ONU revela: mais de 38 mil mulheres e meninas mortas em Gaza desde 2023
Mais de 38 mil mulheres e meninas mortas em Gaza, diz ONU

Mais de 38 mil mulheres e meninas morreram em Gaza em pouco mais de dois anos

Um relatório chocante divulgado pela ONU Mulheres nesta sexta-feira (17) revela números devastadores sobre o impacto do conflito na Faixa de Gaza. Entre outubro de 2023 e dezembro de 2025, mais de 38 mil mulheres e meninas palestinas perderam a vida como resultado de bombardeios aéreos e operações militares terrestres israelenses.

Dados alarmantes apresentados em Genebra

Durante entrevista coletiva em Genebra, Suíça, a porta-voz da ONU Mulheres, Sofia Calltorp, apresentou os números detalhados: mais de 22 mil mulheres adultas e 16 mil meninas foram mortas no período. Esta cifra representa uma média assustadora de 47 mulheres e meninas mortas por dia durante esses 26 meses de conflito.

"As mulheres e as meninas representam uma proporção de mortes muito mais alta do que em conflitos anteriores em Gaza", afirmou Calltorp durante a apresentação dos dados. Segundo informações do Ministério da Saúde de Gaza, comandado pelo grupo Hamas, essas mortes femininas correspondem a mais da metade das aproximadamente 71 mil mortes totais registradas no mesmo período.

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Cessar-fogo não impediu continuidade das mortes

Apesar do cessar-fogo de outubro que pôs fim a dois anos de guerra em grande escala, as mortes de mulheres e meninas continuaram, conforme alertou a agência da ONU. O acordo deixou as tropas israelenses no controle de uma zona despovoada que representa bem mais da metade de Gaza, com o Hamas mantendo poder na estreita faixa costeira restante.

Desde o cessar-fogo, mais de 750 palestinos foram mortos, de acordo com médicos locais, enquanto terroristas do Hamas mataram quatro soldados israelenses. Ambos os lados trocaram acusações pelas violações do acordo de paz.

Crianças continuam sendo vítimas em ritmo alarmante

A Unicef, agência da ONU para crianças, também emitiu um alerta nesta sexta-feira, informando que as crianças continuam a ser mortas e feridas em um ritmo alarmante em Gaza. Nos últimos seis meses, foram registradas pelo menos 214 mortes infantis, demonstrando a continuidade da violência mesmo após o cessar-fogo formal.

Crise humanitária afeta especialmente as mulheres

Os números da Organização Mundial da Saúde (OMS) complementam o quadro desolador, mostrando que mais de 500 mil mulheres em Gaza não têm acesso a serviços essenciais de saúde. Esta situação inclui a falta de atendimento pré-natal e pós-natal, além de tratamento para infecções sexualmente transmissíveis.

"Os extensos danos à infraestrutura tornaram quase impossível para as mulheres e meninas de Gaza terem acesso às suas necessidades básicas, como assistência médica", explicou Sofia Calltorp durante sua apresentação. A destruição de hospitais, clínicas e sistemas de abastecimento criou uma crise humanitária sem precedentes que afeta desproporcionalmente a população feminina.

Os dados apresentados pela ONU Mulheres pintam um quadro sombrio do conflito em Gaza, destacando como mulheres e meninas têm sido particularmente vulneráveis à violência e às consequências humanitárias dos combates. As informações foram compiladas a partir de fontes locais e internacionais, incluindo dados do Ministério da Saúde de Gaza e monitoramento contínuo das agências da ONU na região.

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