Israel divulga vídeo de ataque ao Irã em operação coordenada com EUA; tensão cresce
Israel mostra vídeo de ataque ao Irã em ação com EUA; tensão aumenta

Israel divulga imagens de ataque a alvos no Irã em operação conjunta com Estados Unidos

O Exército de Israel divulgou nesta segunda-feira, 28 de fevereiro, um vídeo que mostra os ataques realizados contra o Irã em uma operação coordenada com os Estados Unidos. As imagens, liberadas através de um post oficial, revelam o momento em que as forças israelenses atingiram centenas de alvos localizados na região oeste do país iraniano.

Detalhes do ataque conjunto

O ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel ocorreu no início da manhã de sábado, 26 de fevereiro, resultando em explosões registradas na capital Teerã e em pelo menos outras quatro cidades iranianas: Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Segundo informações da agência Reuters, autoridades israelenses afirmaram que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos específicos da operação, embora os resultados concretos ainda não estejam completamente claros.

Fontes próximas ao governo iraniano disseram à Reuters que Ali Khamenei não se encontrava em Teerã no momento do ataque, sem fornecer detalhes sobre seu paradeiro atual. A agência estatal iraniana IRNA, por sua vez, garantiu que o presidente Masoud Pezeshkian está em segurança, apesar dos mísseis que atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações utilizadas pelo líder supremo.

Consequências imediatas e retaliação iraniana

Como resposta imediata aos ataques, o Irã lançou uma série de mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas em diversas regiões. A retaliação também se estendeu a bases americanas no Oriente Médio, com explosões sendo ouvidas em países como Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos.

Os Emirados Árabes Unidos emitiram um comunicado oficial informando que interceptaram vários mísseis iranianos, mas confirmaram uma morte na capital Abu Dhabi devido aos ataques. Testemunhas em Dubai também relataram ter ouvido uma explosão significativa durante a ofensiva.

O Exército israelense afirmou ter atingido centenas de alvos militares iranianos, incluindo lançadores de mísseis que representavam ameaça direta. Enquanto isso, o espaço aéreo iraniano foi completamente fechado como medida de segurança, e agências de notícias locais reportaram a trágica morte de 40 estudantes em uma escola de meninas no sul do Irã durante os bombardeios.

Declarações oficiais e objetivos declarados

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou publicamente que o objetivo principal do ataque é destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano de possíveis ameaças. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Trump foi enfático ao afirmar: "Garantiremos que os representantes terroristas do regime não possam mais desestabilizar a região ou o mundo, e que o Irã não obtenha uma arma nuclear".

Trump ainda incentivou a população iraniana a pressionar pela queda do regime dos aiatolás e alertou militares para que se rendessem, sob risco de enfrentar a morte certa. O Pentágono classificou a operação como "fúria épica" e estimou que as ações militares podem durar vários dias.

Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que a operação visa "eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista no Irã", acrescentando que a ação "criará condições para que o povo iraniano tome as responsabilidades do seu destino".

Contexto histórico e tensões recentes

Esta é a segunda vez em menos de um ano que os Estados Unidos realizam ataques diretos contra o Irã. Em junho de 2025, uma operação norte-americana bombardeou estruturas nucleares iranianas em apoio a Israel, que travava um conflito aberto contra o país. As relações entre as nações permanecem tensas desde a Revolução Islâmica de 1979, que implantou o regime teocrático que perdura até os dias atuais.

As negociações mais recentes entre EUA e Irã ocorreram na quinta-feira, 26 de fevereiro, em Genebra, onde enviados americanos avaliaram positivamente as discussões e acertaram um novo encontro para a segunda-feira seguinte, 2 de março. Os Estados Unidos exigem que o Irã interrompa completamente o enriquecimento de urânio, por temerem que o país esteja desenvolvendo uma bomba nuclear, enquanto o governo iraniano insiste que seu programa tem fins pacíficos e voltados à produção de energia.

Cenário militar e econômico

Nas últimas semanas, os Estados Unidos ampliaram significativamente sua presença militar no Oriente Médio com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford, que se somaram a navios de guerra e bases já mantidas na região. Ao todo, os norte-americanos controlam pelo menos 10 bases em países vizinhos ao Irã e mantêm tropas em outras nove localidades.

Paralelamente, o Irã realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China, além de fortificar e camuflar suas instalações nucleares, conforme mostram imagens de satélite recentes. Economicamente, o país enfrenta dificuldades crescentes devido à reimposição de sanções pelos Estados Unidos, com inflação acima de 40% ao ano e uma desvalorização acentuada da moeda local.

A situação interna iraniana também é marcada por tensões políticas, com protestos recorrentes contra o regime do aiatolá Ali Khamenei, que está no poder há mais de três décadas. O descontentamento popular cresce diante da desigualdade social, denúncias de corrupção governamental e restrições a liberdades básicas, especialmente entre a população mais jovem.