Ataques israelenses deixam 19 mortos em Gaza, incluindo seis crianças, um dia antes da reabertura de Rafah
Israel mata 19 em Gaza, incluindo crianças, antes de reabertura de Rafah

Novos ataques militares israelenses na Faixa de Gaza resultaram na morte de pelo menos 19 palestinos neste sábado (31), segundo informações divulgadas por hospitais da região. Entre as vítimas, seis crianças perderam a vida nos bombardeios, que ocorrem em um contexto de tensão renovada no conflito.

Detalhes dos ataques e vítimas

Os hospitais locais relataram três ataques distintos durante o dia. O Hospital Shifa informou que cinco pessoas foram mortas em um dos bombardeios, incluindo três crianças. Já o Hospital Nasser registrou a morte de outras sete pessoas, todas membros de uma mesma família, com três crianças também entre os falecidos.

O terceiro ataque, ocorrido em uma área policial de Sheikh Radwan, deixou sete mortos. Essas mortes se somam ao trágico total de mais de 70.000 palestinos mortos desde o início da guerra, conforme números registrados pelas próprias autoridades palestinas.

Justificativa israelense e contexto político

Em comunicado divulgado na manhã de hoje, as Forças de Defesa de Israel afirmaram que os ataques foram uma resposta à violação do cessar-fogo que teria sido cometida no leste de Rafah. Segundo as autoridades israelenses, um dos bombardeios mirou especificamente um local de produção de armas do grupo extremista Hamas.

Os ataques aconteceram em um momento particularmente sensível: um dia antes da reabertura programada da passagem de Rafah. Israel havia anunciado na sexta-feira que reabriria a passagem no domingo, permitindo que palestinos transitassem entre Gaza e o Egito.

Importância estratégica de Rafah

A reabertura da passagem de Rafah representa uma exigência crucial na primeira fase do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar os combates entre Israel e militantes do Hamas. Este plano segue um cessar-fogo acordado em outubro, mas a violência recente ameaça fragilizar os acordos.

Vale destacar que Israel tomou o controle do posto fronteiriço de Rafah em maio de 2024, aproximadamente nove meses após o início da guerra em Gaza. A retomada do trânsito por este ponto é vista como um passo significativo para aliviar a crise humanitária na região, embora os novos ataques levantem dúvidas sobre a estabilidade do processo.

O conflito continua a gerar repercussões internacionais, com a comunidade global acompanhando de perto os desenvolvimentos em Gaza. A situação humanitária permanece crítica, especialmente com o alto número de vítimas civis, incluindo crianças, nos recentes episódios de violência.