Irã inicia ofensiva com drones contra Israel após ataques aéreos coordenados
O Exército do Irã anunciou neste sábado, 28 de fevereiro de 2026, o lançamento da primeira grande operação ofensiva com drones contra alvos específicos em territórios israelenses. A ação ocorre em resposta aos ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos e Israel contra instalações e líderes iranianos, incluindo o aiatolá Ali Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian.
Operação iraniana e resposta diplomática
Em comunicado oficial, a Chancelaria iraniana condenou o que classificou como "agressão militar criminosa" perpetrada por Washington e Tel Aviv. O Ministério das Relações Exteriores do Irã destacou que os ataques ocorreram enquanto negociações nucleares estavam em andamento, demonstrando uma postura de força diante do fracasso diplomático.
Os drones lançados pelo Irã levarão várias horas para alcançar o território israelense. Em operações anteriores similares, a grande maioria desses veículos aéreos não tripulados foi interceptada por caças antes de cruzar as fronteiras. No entanto, especialistas apontam que o lançamento em massa serve para sobrecarregar os sistemas de defesa, criando brechas para que mísseis mais potentes possam penetrar.
Alvos dos ataques aéreos americanos e israelenses
Segundo informações da televisão estatal israelense KAN e confirmadas pela CNN, os ataques aéreos coordenados tinham como alvos principais:
- O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei
- O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian
- O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Sayyid Abdolrahim Mousavi
- O secretário do Conselho de Defesa do Irã, Ali Shamkhani
- O secretário do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani
Fontes próximas ao governo iraniano informaram à Reuters que Khamenei não estava em Teerã durante os ataques, tendo sido transferido para um local seguro. A mídia local também noticiou que o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, encontra-se em segurança.
Contexto das negociações nucleares fracassadas
A escalada militar ocorre após o colapso da última rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã em Genebra. As conversas, que duraram seis horas na quinta-feira, não avançaram na principal exigência americana: o desmantelamento completo do programa nuclear iraniano.
Relatório reservado da Agência Internacional de Energia Atômica revelou que o Irã estocou parte de seu urânio altamente enriquecido em uma área subterrânea do complexo nuclear de Isfahan. O material apresenta grau de pureza de até 60%, patamar tecnicamente próximo dos 90% necessários para produção de armas nucleares.
Acumulação militar americana na região
Paralelamente às dificuldades diplomáticas, os Estados Unidos intensificaram sua presença militar ao redor do Irã. Na quarta-feira, 25 de fevereiro, Washington enviou uma dúzia de caças F-22 para a região, que já contava com:
- Dois porta-aviões
- Doze contratorpedeiros
- Três embarcações de combate
Esta configuração representa a maior força militar americana no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, demonstrando a seriedade da crise diplomática e o potencial para maior escalada.
O Ministério da Defesa do Catar informou que suas Forças Armadas derrubaram vários mísseis antes que alcançassem seu espaço aéreo, enquanto ataques iranianos também atingiram instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Catar. Ainda não há informações detalhadas sobre danos ou vítimas nos diversos teatros de operação.
