Irã anuncia manobras militares com munição real e EUA alertam para risco de escalada
Irã faz manobras militares e EUA alertam para escalada

Irã anuncia manobras militares com munição real e EUA alertam para risco de escalada

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou a realização de exercícios militares com munição real a partir do próximo domingo (1º), na costa do país. O Exército dos Estados Unidos emitiu um alerta sobre um risco de escalada diante dessas manobras, que ocorrem em um momento de tensões crescentes entre as duas nações.

Advertência norte-americana por segurança e profissionalismo

O Comando Central dos EUA (Centcom), responsável pelas operações no Oriente Médio, divulgou um comunicado na sexta-feira (30) pedindo que os exercícios iranianos sejam conduzidos de forma segura e profissional. As forças americanas reconhecem o direito do Irã de operar em espaços aéreos e águas internacionais, mas enfatizaram que qualquer comportamento inseguro pode aumentar os riscos de colisão, desestabilização e escalada das tensões militares entre Washington e Teerã.

Local estratégico e contexto de tensões

As manobras iranianas ocorrerão no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para a exportação de petróleo global e ponto estratégico para produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos. A Guarda Revolucionária, braço de elite subordinado diretamente ao líder supremo aiatolá Ali Khamenei, não detalhou a frota envolvida, mas confirmou que haverá disparos durante os exercícios.

Plano de Trump e ameaças recentes

Os exercícios foram anunciados pela mídia iraniana na quinta-feira (29), em meio a uma escalada de tensões com os EUA. O presidente norte-americano, Donald Trump, vem ameaçando uma ofensiva militar contra o Irã, citando demoras em negociações sobre um acordo nuclear. Nesta semana, Trump afirmou que navios militares americanos estão a caminho do Irã, sem especificar a finalidade.

Possíveis ataques aéreos e objetivos políticos

Fontes do governo dos EUA, ouvidas pela agência Reuters, revelaram que Trump considera realizar ataques aéreos a pontos militares e governamentais estratégicos do Irã. O objetivo seria incitar protestos internos, que cresceram desde dezembro, para que manifestantes invadissem prédios públicos e desestabilizassem o regime dos aiatolás, no poder desde o final dos anos 1970. ONGs relatam mais de 6 mil mortos na repressão iraniana aos protestos.

Este cenário complexo destaca a fragilidade das relações internacionais na região, com manobras militares e ameaças recíprocas elevando o risco de um conflito aberto. A comunidade global acompanha com atenção os desdobramentos, enquanto as potências buscam evitar uma crise maior no Oriente Médio.