Irã vive dia de tensão máxima com expectativa de ataque massivo dos Estados Unidos
Irã em tensão máxima com expectativa de ataque massivo dos EUA

Irã em alerta máximo com expectativa de ataque massivo dos Estados Unidos

O Irã viveu uma terça-feira de tensão extrema à espera de um ataque de grandes proporções dos Estados Unidos, em meio a um conflito que já dura quase 40 dias e atinge níveis críticos de escalada. No Vaticano, o Papa Leão XIV classificou como inaceitável a ameaça feita pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump, fazendo um apelo global pela paz e lembrando que atacar infraestrutura civil constitui crime de guerra.

Intensificação dos ataques e vítimas civis

Nas últimas 24 horas, Israel e Estados Unidos realizaram os ataques mais intensos ao Irã dos últimos dez dias, segundo informações de uma ONG iraniana de direitos humanos com base nos Estados Unidos. A agência estatal iraniana Fars confirmou que 18 pessoas morreram no norte do país, incluindo um bombardeio que atingiu um aeroporto na capital Teerã. Desde o início do conflito, o número de mortos entre iranianos já ultrapassa 3,5 mil.

Um ataque israelense destruiu uma sinagoga, com as Forças de Defesa de Israel afirmando que o alvo era um comandante militar iraniano e expressando pesar pelos danos ao templo. Imagens divulgadas nesta terça-feira (7) mostraram os estragos na Universidade Sharif, também em Teerã, com o reitor Masoud Tajrish declarando: "Ciência, civilização e cultura têm raízes. E eles nunca vão destruir as nossas raízes".

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Estratégias defensivas e ataques a infraestrutura

O ministério iraniano da Ciência acusa Estados Unidos e Israel de já terem atacado 30 universidades durante esta guerra. Em resposta, um ministro do Irã pediu que a população formasse correntes humanas em volta de alvos que Donald Trump prometeu destruir, com moradores atendendo ao chamado em usinas de energia e pontes.

Israel alertou a população iraniana para evitar viagens de trem até a noite devido aos riscos, enquanto o Crescente Vermelho e agências de notícias locais relataram pelo menos três ataques a ferrovias do país. As forças israelenses também bombardearam complexos petroquímicos, incluindo um dos últimos que ainda produzia componentes para mísseis balísticos, afirmando que 85% das exportações petroquímicas do Irã estão inoperantes.

Expansão regional do conflito

No contra-ataque iraniano a Israel, ocorreram novas explosões em Tel Aviv, com mísseis sendo interceptados em Jerusalém e no sul de Israel. O Irã também segue atacando países do Golfo Pérsico:

  • Na Arábia Saudita, um ataque atingiu um complexo industrial
  • No Kuwait, 15 militares ficaram feridos em um ataque a uma base americana
  • No Iraque, o Irã bombardeou instalações americanas perto do aeroporto de Bagdá
  • No Catar, quatro pessoas ficaram feridas por destroços de um míssil interceptado

O governo iraniano emitiu um aviso para que cidadãos da Arábia Saudita, Emirados Árabes e Bahrein evitassem pontes e estradas, com os três países respondendo com alertas de ataques vindos do Irã.

Conflito no Líbano e esforços diplomáticos

Enquanto isso, Israel continua seus ataques ao Líbano, com novos bombardeios destruindo infraestruturas do grupo extremista Hezbollah, apoiado pelo Irã, resultando em oito mortes. Paralelamente, estrategistas militares de mais de 30 países se reuniram em Londres para debater como reabrir o Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio global.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar advertiu: "Vínhamos alertando desde 2023 que uma escalada nos levaria a uma situação incontrolável. Agora, estamos muito perto desse ponto". O Papa Leão XIV reforçou seu apelo, pedindo que cidadãos ao redor do mundo contatem seus representantes políticos para exigirem trabalho pela paz, destacando que muitas pessoas consideram o conflito no Irã injusto.

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