Irã confirma morte do líder supremo Ali Khamenei após ataque de EUA e Israel
O governo do Irã e sua mídia estatal confirmaram oficialmente a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país, neste sábado (28). A informação foi divulgada inicialmente pela agência estatal Fars em seu perfil no Telegram, que descreveu o ocorrido como um martírio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia anunciado previamente a morte durante um bombardeio conjunto com Israel, marcando um episódio dramático no conflito internacional.
Detalhes da confirmação e reações oficiais
Segundo a agência Fars, Khamenei foi morto em seu local de trabalho, na Casa da Liderança, nas primeiras horas da manhã de sábado. O gabinete de governo iraniano declarou 40 dias de luto nacional e 7 dias de feriado geral, classificando o episódio como um "crime" que "marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo". Em nota, o governo afirmou: "É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supreno da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio".
A nota ainda ressaltou que o sangue de Khamenei "fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão e o crime americano-sionista", prometendo uma resposta firme com o apoio da nação islâmica. As Guardas Revolucionárias do Irã também emitiram um comunicado lamentando a morte e afirmando que continuarão "poderosamente o caminho de seu guia para defender o precioso legado deste líder supremo".
Declarações de Donald Trump e Benjamin Netanyahu
Em suas redes sociais, Donald Trump comemorou a morte de Khamenei, descrevendo-o como "uma das pessoas mais malignas da História". Ele afirmou que o líder supremo não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos Estados Unidos, em parceria com Israel, e que "não havia nada" que Khamenei pudesse fazer. Trump escreveu: "Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários".
Além disso, Trump anunciou que os bombardeios contra o Irã continuarão para alcançar "paz no Oriente Médio e no mundo", incentivando integrantes da Guarda Revolucionária a se unirem à população para "devolver grandeza" ao país. Paralelamente, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou haver indícios da morte de Khamenei após forças israelenses destruírem um complexo usado pelo líder supremo, e fez um apelo direto à população iraniana para protestar contra o regime.
Contexto histórico e perfil de Ali Khamenei
Ali Khamenei nasceu em 1939 em Mashhad, cidade sagrada para os xiitas, e cresceu sob a monarquia do xá Reza Pahlavi. Após a revolução islâmica de 1979, liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, Khamenei ascendeu ao poder, tornando-se presidente em 1981 e líder supremo em 1989 após a morte de Khomeini. Durante seu comando de quase quatro décadas, ele acumulou funções políticas e religiosas, reprimindo a oposição interna e mantendo hostilidade aos Estados Unidos e a Israel.
Seu governo foi marcado por:
- Repressão a protestos, como a Onda Verde de 2009 e os levantes de 2019 e 2022.
- Financiamento de grupos extremistas, incluindo o Hezbollah e o Hamas.
- Crise econômica agravada por sanções ocidentais e ataques recentes.
Khamenei sobreviveu a um atentado em 1981 e a um câncer em 2014, mas medidas de segurança foram intensificadas nos últimos anos. Antes do ataque deste sábado, especulava-se que ele vivia em um bunker subterrâneo em Teerã.
Detalhes do ataque e retaliações
Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado, resultando em 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana. Explosões foram registradas em Teerã e outras cidades como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, estão entre os mortos.
Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio, com danos descritos como "mínimos" pelos EUA. O Estreito de Ormuz foi fechado por motivos de segurança, e vários países da região, como Catar e Emirados Árabes Unidos, relataram interceptações e explosões. Netanyahu afirmou que "milhares de alvos" serão atacados nos próximos dias, intensificando a escalada do conflito.



