Irã ameaça atacar embaixadas de Israel em todo o mundo em resposta a ataques
Irã ameaça embaixadas de Israel em todo o mundo

Irã ameaça atacar embaixadas de Israel em todo o mundo em resposta a ataques

O porta-voz das Forças Armadas do Irã, Abolfazl Shekarchi, fez uma grave ameaça nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, alertando que o país considerará todas as embaixadas israelenses ao redor do mundo como alvos legítimos caso Israel ataque a missão diplomática iraniana no Líbano. A declaração foi feita à TV estatal iraniana e representa uma escalada significativa no conflito que já dura cinco dias na região.

Contexto da ameaça e alertas israelenses

Na terça-feira, Avichay Adraee, porta-voz do Exército israelense em árabe, havia emitido um ultimato aos representantes iranianos no Líbano, dando-lhes 24 horas para deixar o país antes que fossem alvejados. As normas internacionais consideram um ataque a uma embaixada como um ataque direto ao país que ela representa, o que torna a ameaça iraniana particularmente grave e com potencial para ampliar drasticamente o conflito.

Escalada militar no quinto dia de guerra

Nesta quarta-feira, Israel realizou mais uma onda de ataques contra Teerã e Beirute, enquanto mísseis iranianos continuaram a ser lançados em direção ao território israelense e às nações do Golfo que abrigam bases americanas. Explosões foram ouvidas por toda a capital iraniana nas primeiras horas da manhã, após os militares israelenses anunciarem "ataques em larga escala" contra alvos do regime dos aiatolás.

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Delegacias de polícia e quartéis-generais da Guarda Revolucionária Islâmica nas regiões curdas no noroeste do Irã foram destruídos, segundo informações da mídia curda. O número de mortos no Irã aumentou significativamente, com estimativas variando entre 800 e 1.500 vítimas fatais devido aos ataques.

Retaliações iranianas e envolvimento do Hezbollah

Do outro lado, forças iranianas continuaram a atacar bases e instalações americanas em todo o Golfo, visando especificamente a embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita e o consulado nos Emirados Árabes Unidos. Drones e mísseis também atingiram radares militares e sistemas de alerta antecipado no Bahrein e no Catar, representando ataques sem precedentes contra bases americanas na região.

O Hezbollah, milícia libanesa apoiada pelo Irã que entrou na guerra em defesa do aliado, também continuou seus ataques contra Israel, disparando salvas de foguetes e drones contra bases militares e batalhões no norte do país. A mídia do grupo xiita afirmou ter atingido três tanques israelenses Merkava que entraram no sul do Líbano e abatido um drone israelense no espaço aéreo libanês.

Resposta israelense e impacto no Líbano

Em resposta, Israel realizou ataques aéreos de grande alcance em todo o território libanês, com foco particular nos subúrbios do sul de Beirute, um reduto conhecido do Hezbollah. As forças israelenses também atacaram um hotel sem aviso prévio em Hazmieh, a sudeste da capital do Líbano, localizado a apenas 700 metros do palácio presidencial.

De acordo com o Ministério da Saúde libanês, seis pessoas perderam a vida nos ataques desta quarta-feira, elevando o número total de mortos desde segunda-feira para 46. Pelo menos 58.000 pessoas foram deslocadas em todo o país devido aos bombardeios intensos e às ordens de evacuação emitidas por Israel.

Interceptações e situação atual

Autoridades israelenses afirmaram que o Irã também lançou uma saraivada de mísseis contra o país nesta madrugada, embora a maioria deles tenha sido interceptada pelos sistemas de defesa, sem registro de vítimas. A capacidade de interceptação demonstra o nível tecnológico do conflito, mas não diminui a gravidade das ameaças em curso.

A situação permanece extremamente volátil, com a ameaça iraniana contra embaixadas israelenses adicionando uma nova dimensão diplomática perigosa ao conflito militar já em andamento. O risco de expansão internacional do confronto aumentou consideravelmente com as declarações do porta-voz militar iraniano, colocando representações diplomáticas em diversos países como possíveis alvos em um conflito que já causou centenas de mortes e deslocou dezenas de milhares de pessoas.

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