Irã ameaça atacar 18 empresas e big techs dos EUA no Oriente Médio como retaliação
A Guarda Revolucionária do Irã emitiu um comunicado alarmante nesta quarta-feira (1º), ameaçando bombardear 18 empresas e grandes empresas de tecnologia com ligações aos Estados Unidos que possuem filiais no Oriente Médio. Segundo a declaração oficial, os ataques poderiam começar a partir das 20h em Teerã, o que corresponde às 13h30 no horário de Brasília. Esta medida é apresentada como uma retaliação direta aos bombardeios que o Irã vem sofrendo de forças norte-americanas e israelenses nas últimas semanas.
Lista de alvos inclui gigantes da aviação, tecnologia e finanças
Em um comunicado divulgado pela mídia estatal iraniana, os militares listaram detalhadamente as organizações selecionadas como alvos potenciais. Entre as empresas mencionadas estão algumas das maiores corporações globais, com operações estratégicas em vários países da região. A lista abrange desde fabricantes de aviões até líderes em inteligência artificial e serviços financeiros, demonstrando a amplitude da ameaça.
Boeing: A gigante americana da aviação, com filiais em Riyadh (Arábia Saudita), Abu Dhabi e Dubai (Emirados Árabes Unidos), Doha (Catar) e Cidade do Kuwait (Kuwait).
Tesla: A empresa de veículos elétricos de Elon Musk mantém presença em Dubai, Abu Dhabi, Riyadh, Jeddah, Dammam (Arábia Saudita) e Doha.
Google e Meta: As gigantes da tecnologia têm escritórios em Dubai, Tel Aviv (Israel) e outras cidades estratégicas da região.
J.P. Morgan: O grupo financeiro opera em Dubai e Riyadh, atendendo também clientes no Kuwait e Catar.
Outras empresas na lista incluem General Electric, Nvidia, Palantir, Dell, IBM, Apple, Microsoft, Oracle, Intel, HP, Cisco, além da G42 (com sede em Abu Dhabi) e Spire Solutions (baseada em Dubai). A presença dessas corporações se estende por múltiplas nações do Golfo, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Kuwait, Bahrein, Omã, Jordânia, Líbano e Israel.
Comunicado iraniano alerta para evacuação imediata
No texto divulgado, a Guarda Revolucionária classifica os alvos como "principais instituições atuantes em operações terroristas" e emite um aviso direto: "Aconselhamos os funcionários dessas instituições a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para sua própria segurança. Os moradores das áreas próximas a essas empresas terroristas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e procurar um local seguro".
Este anúncio ocorre no contexto de uma escalada militar mais ampla. Mais cedo nesta terça-feira, a Guarda Revolucionária já havia afirmado ter bombardeado duas instalações militares dos EUA: uma base secreta nos Emirados Árabes Unidos e um alojamento de soldados no Bahrein. Embora não haja confirmação oficial desses ataques por Washington ou pelos países envolvidos, o secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, mencionou durante coletiva que testemunhou seu exército abatendo dois mísseis iranianos.
Contexto de retaliação e tensão regional crescente
As bases militares norte-americanas no Oriente Médio têm sido alvo de bombardeios retaliatórios iranianos há mais de um mês, desde o início do conflito atual. Como medida preventiva, os EUA evacuaram várias dessas instalações entre janeiro e fevereiro. A ameaça contra empresas civis marca uma nova fase na estratégia iraniana, expandindo os alvos para além das instalações militares tradicionais.
A 5ª Frota naval dos EUA, com base principal no Bahrein, foi especificamente mencionada nos comunicados anteriores como tendo sido atacada. A Guarda Revolucionária adotou um tom irônico ao sugerir que o Comando Central do Exército dos EUA minimizaria os danos reais causados por seus ataques.
Esta escalada ocorre em meio a relatos de que Israel planeja operações no sul do Líbano contra o Hezbollah, e enquanto os EUA ampliam sua presença militar na região. A situação permanece volátil, com a possibilidade de novos desenvolvimentos a qualquer momento. As empresas listadas e os governos dos países onde operam agora enfrentam o desafio de responder a esta ameaça sem precedentes contra infraestrutura civil e comercial em múltiplas nações do Oriente Médio.



