Incêndio em depósito de combustível no Bahrein após ataque iraniano eleva tensão no Golfo
Bombeiros trabalham intensamente para apagar um incêndio em um depósito de combustível em Muharraq, localizado próximo ao aeroporto do Bahrein, após um ataque ocorrido em 12 de março de 2026. O incidente faz parte de uma nova onda de ofensivas lançadas pelo Irã contra infraestruturas petrolíferas dos países do Golfo, exacerbando as tensões regionais e impactando o mercado global de energia.
Impacto no preço do petróleo e medidas internacionais
O barril de Brent do Mar do Norte superou novamente a cotação de 100 dólares na manhã de quinta-feira, refletindo a preocupação com o abastecimento mundial. Esse aumento ocorre apesar da histórica liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas anunciada pela Agência Internacional de Energia (AIE), que inclui os Estados Unidos entre seus 32 países membros. O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, destacou que 172 milhões de barris serão disponibilizados "a partir da próxima semana", mas os danos contínuos às infraestruturas petrolíferas ameaçam neutralizar esses esforços.
Danos crescentes e ataques em múltiplos países
O conflito, iniciado em 28 de fevereiro com bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, adquiriu uma dimensão regional, paralisando o tráfego no estratégico Estreito de Ormuz, por onde transita 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL). Além do Bahrein, que pediu aos moradores que permanecessem em casa devido à fumaça, Omã relatou um incêndio em depósitos de combustíveis no porto de Salalah após um ataque com drones, e a Arábia Saudita sofreu um novo ataque com drones contra o campo de petróleo de Shaybah.
Ataques marítimos e vítimas no Iraque
Um ataque contra dois petroleiros perto da costa do Iraque, com origem ainda desconhecida, deixou pelo menos uma pessoa morta e várias desaparecidas, segundo a autoridade portuária. A televisão estatal iraquiana exibiu imagens de um grande incêndio em um navio, enquanto um porta-contêineres foi atingido por um "projétil desconhecido" na costa dos Emirados Árabes Unidos, causando um "pequeno incêndio" a bordo. Três navios foram atacados na quarta-feira, aumentando os riscos para a navegação na região.
Declarações contraditórias e ameaças de longo prazo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã está "perto da derrota" e que a guerra terminaria "em breve", mas sinais contraditórios persistem. Ele assegurou que "28 navios instaladores de minas" iranianos foram atacados, visando prevenir explosivos submarinos no Estreito de Ormuz. No entanto, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou uma determinação para uma longa campanha, ameaçando com uma "guerra de desgaste" capaz de "destruir toda a economia americana e mundial".
Alvos econômicos e retirada de empresas
O Exército iraniano declarou intenções de atacar "os centros econômicos e os bancos" do Golfo, com a agência Tasnim citando empresas de tecnologia americanas como Amazon, Google e Microsoft como "futuros alvos". Em resposta, o grupo bancário americano Citi e as consultorias britânicas Deloitte e PwC retiraram funcionários ou fecharam escritórios em Dubai após receberem ameaças. O jornal The New York Times informou que a primeira semana de guerra custou aos Estados Unidos mais de 11 bilhões de dólares, com a duração dos confrontos ainda incerta, já que Israel não estabeleceu "nenhum limite de tempo" e afirma dispor de uma "ampla reserva de alvos".



