Secretário de Guerra dos EUA afirma que Defesa está pronta para 'entregar' ao Irã o que Trump ordenar
EUA prontos para 'entregar' ao Irã o que Trump ordenar, diz secretário

Secretário de Guerra dos EUA declara prontidão para ações contra o Irã conforme ordens de Trump

Nesta quinta-feira (29), o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fez uma declaração contundente durante uma reunião com a alta cúpula da Casa Branca. Ele afirmou que a Defesa norte-americana está completamente preparada para "entregar" ao Irã qualquer ação que o presidente Donald Trump determinar. Esta fala ocorre em um momento de crescente tensão entre os dois países, após Trump reiterar, nesta semana, que pode autorizar um ataque militar caso o regime iraniano não aceite negociar um acordo nuclear.

Ampliação das ameaças e movimentações militares

As declarações de Hegseth seguem uma série de pronunciamentos agressivos por parte do governo norte-americano. Na quarta-feira (28), Trump utilizou uma rede social para anunciar que o grupo de ataque de um porta-aviões no Oriente Médio está pronto para agir "com velocidade e violência, se necessário". Além disso, o presidente revelou que mais força militar está a caminho da região para monitorar o Irã "bem de perto", reforçando a postura de pressão.

Atualmente, os Estados Unidos mantêm o porta-aviões USS Abraham Lincoln na área, uma embarcação com capacidade para transportar até 90 aeronaves, incluindo caças e helicópteros. Hegseth, em sua fala, fez referência à recente operação que capturou o ditador deposto Nicolás Maduro na Venezuela, exemplificando a disposição do Departamento de Guerra em cumprir ordens presidenciais. "Estaremos preparados para entregar tudo o que este presidente esperar do Departamento de Guerra, assim como foi feito neste mês", declarou ele.

Posicionamento do Irã e negociações em impasse

Em resposta às ameaças, o Irã tem adotado uma postura de resistência. Autoridades iranianas, incluindo o chanceler Abbas Araghchi, negaram a existência de negociações em curso com os Estados Unidos e afirmaram que o país não aceitará dialogar sob ameaças militares. Em uma nota divulgada na quarta-feira, a missão iraniana junto à ONU alertou que o Irã responderá "como nunca antes" caso seja atacado, sinalizando uma preparação para cenários extremos.

O governo iraniano também reforçou que está disposto ao diálogo, mas não abrirá mão do direito de se defender, enquanto se prepara para o pior, incluindo a possibilidade de uma "guerra total". Hegseth, por sua vez, destacou que o Irã tem a opção de fechar um acordo e não deveria buscar capacidade nuclear, alinhando-se ao objetivo norte-americano de limitar o programa nuclear iraniano para impedir o desenvolvimento de uma bomba atômica.

Esta situação reflete um impasse diplomático perigoso, com ambos os lados elevando o tom e preparando-se para possíveis confrontos, colocando a região do Oriente Médio em alerta máximo.