EUA aprovam venda de US$ 16,46 bilhões em armas para Emirados Árabes e Kuwait em meio a guerra com Irã
EUA aprovam US$ 16,46 bi em armas para países do Golfo contra Irã

EUA aprovam venda emergencial de US$ 16,46 bilhões em armas para países do Golfo

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira, 19 de março de 2026, a aprovação da venda de US$ 16,46 bilhões (cerca de R$ 86,5 bilhões) em equipamentos militares para os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait. A decisão ocorre em meio à escalada do conflito com o Irã, que tem intensificado ataques com mísseis e drones contra nações do Golfo Arábico desde o início da ofensiva conjunta dos EUA e Israel em 28 de fevereiro.

Justificativa de emergência e detalhes das vendas

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, determinou que existe uma emergência que exige a venda imediata do material bélico, conforme comunicado do Departamento de Estado. Essa determinação especial elimina a necessidade de aprovação prévia do Congresso, acelerando o processo de transferência dos sistemas de defesa.

A maior venda individual é destinada ao Kuwait, que adquirirá radares de sensores para defesa aérea e sistemas antimísseis de baixa altitude por US$ 8 bilhões (aproximadamente R$ 42 bilhões). Esses equipamentos são projetados para rastrear alvos de alta velocidade e fornecer dados cruciais para redes de defesa antimísseis.

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Os Emirados Árabes Unidos receberam aprovação para múltiplas aquisições:

  • Radar de discriminação de longo alcance para rastrear ameaças de mísseis balísticos: US$ 4,5 bilhões (cerca de R$ 23,6 bilhões)
  • Sistemas para neutralizar drones não tripulados: US$ 2,1 bilhões (cerca de R$ 11 bilhões)
  • Mísseis ar-ar avançados: US$ 1,22 bilhão (aproximadamente R$ 6,4 bilhões)
  • Munições e atualizações para aviões de combate F-16: US$ 644 milhões (cerca de R$ 3,4 bilhões)

Ataques iranianos a instalações estratégicas de petróleo e gás

Além de bases militares e embaixadas americanas, os ataques iranianos têm focado em instalações estratégicas de petróleo e gás por todo o Oriente Médio, gerando impactos significativos na economia global e disparada nos preços dos combustíveis.

Na Arábia Saudita, um drone atingiu nesta quinta-feira a refinaria de Samref em Yanbu, às margens do Mar Vermelho. A instalação processa mais de 400 mil barris de petróleo por dia e é considerada estratégica por oferecer uma rota alternativa de exportação que contorna o Estreito de Ormuz, vital rota marítima que o Irã fechou desde o início do conflito.

No Catar, o complexo industrial de Ras Laffan, maior polo de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, sofreu sucessivos ataques atribuídos ao Irã. A empresa estatal QatarEnergy relatou danos consideráveis e incêndios provocados pelos ataques, afetando um dos principais fornecedores globais do insumo.

Nos Emirados Árabes Unidos, a refinaria de Ruwais, uma das maiores do mundo, suspendeu temporariamente suas operações por precaução após um ataque com drones na região. Na Arábia Saudita, a refinaria de Ras Tanura, com capacidade de 550 mil barris diários, também foi atingida no início do conflito por drones, provocando incêndios e paralisação parcial das atividades.

Contexto do conflito e implicações regionais

A guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irã completa 20 dias nesta quinta-feira, com os países do Golfo sendo forçados a mobilizar recursos militares significativos para conter os ataques. A venda emergencial de armas americanas reforça as defesas dessas nações enquanto o conflito continua a se intensificar, com instalações energéticas críticas se tornando alvos prioritários.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã e os danos às refinarias e complexos de gás têm gerado choques no abastecimento global de combustível, elevando os preços do petróleo em todo o mundo e aumentando a pressão sobre as economias dependentes de energia.

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