O prefeito de Belém, Igor Normando, assinou nesta segunda-feira (18) a ordem de serviço para a retomada das obras de macrodrenagem do canal Mata Fome. O projeto, vinculado às intervenções previstas para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que ocorrerá em novembro de 2025, estava paralisado. A primeira licitação, que previa o início das obras em 2024, foi interrompida antes da COP, gerando frustração entre os moradores da região.
Execução por etapas
De acordo com a prefeitura, a nova licitação iniciada nesta segunda-feira também prevê a execução por fases. Nesta primeira etapa, 17 ruas foram selecionadas para receber obras de drenagem e urbanização. No entanto, a gestão municipal não divulgou quais são essas vias nem a empresa ou consórcio vencedor da licitação. Também não há informações sobre o destino das obras inacabadas: se serão retomadas ou refeitas.
Benefícios esperados
A expectativa é beneficiar diretamente mais de 200 mil moradores dos bairros Pratinha, Tapanã, Parque Verde e São Clemente. “Até o final do ano iniciaremos a segunda etapa, que é justamente a macrodrenagem do canal do Mata Fome, além da urbanização de mais ruas e da construção de um parque linear e um parque popular”, afirmou a gestão municipal.
Normas internacionais
A prefeitura informou que o programa seguirá normas internacionais exigidas pelo Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), responsável pelo financiamento. Inicialmente, serão realizadas obras de drenagem e pavimentação nas ruas da bacia do Mata Fome. Nesta fase, 17 vias serão atendidas, enquanto as demais devem ser contempladas gradualmente, até alcançar mais de 40 ruas. A etapa de macrodrenagem do canal está prevista para começar em 2027.
O que está previsto no projeto
- Recuperação do igarapé, sem canalização de concreto
- Recuperação ambiental da área
- Reassentamento de famílias em áreas de risco
- Pavimentação e microdrenagem das ruas
- Construção de parque linear, áreas de convivência, unidade básica de saúde e espaços comerciais
A gestão municipal também anunciou o início do Plano Específico de Reassentamento (PER), que deve acompanhar e garantir assistência às famílias que precisarão ser realocadas. O projeto prevê novas unidades habitacionais, além de estrutura de saúde e comércio para atender os moradores reassentados.



