Equador nega bombardeio na Colômbia em meio a crise diplomática sobre narcoterrorismo
Equador nega bombardeio na Colômbia em crise diplomática

Equador nega acusações de bombardeio na Colômbia em meio a tensões diplomáticas

O presidente do Equador, Daniel Noboa, negou categoricamente nesta terça-feira (17) ter ordenado bombardeios em território colombiano, em resposta a acusações feitas pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro. A declaração ocorre em um contexto de crescente crise diplomática entre os dois países, marcada por disputas comerciais e divergências sobre o combate ao narcotráfico.

Acusações e negações em redes sociais

As tensões começaram na segunda-feira (16), quando Petro afirmou em reunião com ministros que a Colômbia estava sendo atacada a partir do Equador, sugerindo que os bombardeios não eram provenientes de grupos ilegais. "Pedi que liguem para o presidente do Equador porque nós não queremos entrar em uma guerra", declarou o líder colombiano.

Na tarde desta terça, Noboa usou as redes sociais para rebater as alegações, classificando-as como falsas. Ele explicou que o Equador realiza operações militares, mas exclusivamente dentro de suas próprias fronteiras. "Hoje, com apoio da cooperação internacional, seguimos nessa luta, bombardeando locais que serviam de esconderijo para esses grupos, em grande parte colombianos, que o próprio governo deles permitiu que se infiltrassem no Equador por descuido na fronteira", publicou o presidente equatoriano.

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Narrativas conflitantes sobre vítimas e operações

Petro respondeu em suas próprias redes sociais, insistindo na responsabilidade do Equador por um suposto bombardeio em solo colombiano. Segundo ele, 27 corpos carbonizados e uma bomba foram encontrados, alegando que as vítimas eram famílias que haviam decidido substituir cultivos de coca por plantações legais, como café e cacau. O presidente colombiano chegou a compartilhar uma foto de chocolates produzidos por essas comunidades.

Enquanto isso, Noboa reforçou seu compromisso com o combate ao narcoterrorismo, afirmando que não recuará no que chamou de limpeza e reconstrução do país. As forças equatorianas iniciaram no domingo (15) uma ofensiva de duas semanas contra o narcotráfico, com apoio dos Estados Unidos, mobilizando 75 mil militares e impondo toque de recolher em algumas regiões.

Contexto de alianças e disputas bilaterais

A crise ocorre em um cenário geopolítico complexo. O Equador integra o "Escudo das Américas", uma aliança de 17 países criada recentemente pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para enfrentar ameaças à segurança no continente. A Colômbia ficou de fora desse acordo, e Trump é conhecido por ser um crítico de Petro.

Apesar disso, os dois líderes estabeleceram uma trégua após uma reunião na Casa Branca em 3 de fevereiro, que seguiu meses de trocas públicas de acusações e insultos. Além das tensões militares, Colômbia e Equador enfrentam uma disputa comercial desde fevereiro, quando Noboa impôs tarifas ao país vizinho, acusando Petro de não adotar medidas suficientes no combate ao narcotráfico na fronteira. Petro respondeu com medidas similares, e tentativas diplomáticas até agora não resolveram a crise.

O impasse destaca os desafios contínuos na região, onde questões de segurança, economia e relações internacionais se entrelaçam de maneira tensa e volátil.

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