Conflito Israel-Líbano se intensifica com ataques em Beirute e ameaças de eliminação
Conflito Israel-Líbano se intensifica com ataques em Beirute

Conflito entre Israel e Líbano se agrava com ataques aéreos em Beirute e declarações de guerra

O conflito entre Israel e o Líbano entrou em uma nova e perigosa fase, com vídeos de testemunhas mostrando um prédio em chamas na capital libanesa, Beirute, durante um ataque israelense realizado na madrugada de segunda-feira (2). O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, fez uma declaração contundente, afirmando que o chefe do grupo militante Hezbollah, Naim Kassem, é agora um "alvo para eliminação". Esta declaração surge após o grupo, alinhado ao Irã, ter lançado ataques contra Israel em retaliação ao assassinato do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

Ofensiva israelense e resposta do Hezbollah

Caças israelenses realizaram uma série de ataques aéreos contra território libanês, incluindo alvos na capital, Beirute. Esta ação foi uma resposta aos disparos de foguetes e drones realizados pelo Hezbollah contra o norte de Israel no domingo (1º). O grupo extremista xiita confirmou que o ataque foi uma retaliação direta à morte de Khamenei, ocorrida no sábado (28), e também uma resposta aos frequentes bombardeios israelenses no sul do Líbano, que continuaram mesmo após um cessar-fogo acordado.

Este foi o primeiro ataque em larga escala do Hezbollah desde o fim oficial do conflito anterior, marcando uma escalada significativa das hostilidades. As consequências foram graves: pelo menos 31 pessoas morreram e outras 149 ficaram feridas nos confrontos. Fontes de segurança libanesas relataram à agência Reuters que Israel atingiu os subúrbios do sul de Beirute, uma área conhecida como reduto do Hezbollah.

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Declarações beligerantes e incerteza sobre invasão

Em um comunicado, o Hezbollah justificou sua ação, afirmando: "A liderança da resistência sempre enfatizou que a continuidade dos ataques israelenses e o assassinato de nossos líderes, jovens e povo nos dão o direito de nos defendermos e respondermos no momento e local apropriados". Do lado israelense, as Forças de Defesa de Israel (IDF) declararam que "não permitirão que a organização constitua uma ameaça ao Estado de Israel".

A situação permanece extremamente volátil. Questionado sobre a possibilidade de uma invasão terrestre israelense ao Líbano, um porta-voz militar israelense disse que "todas as opções estão sobre a mesa". O chefe do exército israelense já havia alertado que os combates no Líbano podem durar "muitos" dias, indicando uma preparação para um conflito prolongado.

Contexto do cessar-fogo e reações internacionais

Israel e Líbano haviam concordado com um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em 2024, pondo fim a mais de um ano de combates intensos. No entanto, desde então, ambas as partes têm trocado acusações sobre violações do acordo. A presidência do Líbano informou no sábado que recebeu garantias do embaixador dos EUA de que Israel não intensificaria o conflito, desde que não houvesse atos hostis por parte do Líbano – uma promessa que parece ter sido quebrada com os recentes eventos.

Em meio à crise, o Ministro da Justiça do Líbano ordenou a prisão dos responsáveis pelo lançamento de foguetes contra Israel, segundo a mídia local. Esta medida reflete a tensão interna e a pressão internacional para conter a escalada. Enquanto isso, Israel insiste que seus ataques em Beirute tinham como alvo instalações específicas do Hezbollah, e não a população civil, embora os vídeos das testemunhas mostrem cenas de destruição alarmantes na capital libanesa.

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