Conflito entre EUA, Israel e Irã atinge novo patamar após morte do aiatolá Ali Khamenei
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, acusou publicamente os Estados Unidos e Israel de serem responsáveis por dois graves ataques contra alvos civis iranianos, em um post na rede social X nesta segunda-feira, 2 de março. Os bombardeios mencionados pelo mandatário atingiram uma escola de meninas no sul do país, resultando em 168 mortos no sábado, 28 de fevereiro, e um hospital na capital Teerã no domingo, 1º de março. Nenhum dos dois países acusados, contudo, confirmou sua participação nos incidentes.
Acusações e solidariedade em meio à escalada de violência
Em sua mensagem, Pezeshkian foi enfático ao condenar os ataques, classificando o ataque ao hospital como "um ataque à vida" e o ataque à escola como "um ataque ao futuro de uma nação". O presidente iraniano afirmou que "atacar pacientes e crianças é uma clara violação de todos os princípios humanitários" e pediu que o mundo condene tais ações. "Manifesto minha solidariedade à nação enlutada; a República Islâmica do Irã não se calará nem se renderá diante de tais crimes", escreveu Pezeshkian, reforçando a postura firme de seu governo.
Militares iranianos emitem ameaças e ampliam ofensivas
Mais cedo, através da mídia estatal, a Força Quds, unidade de elite do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã, emitiu uma grave ameaça, declarando que os "inimigos que mataram" o antigo líder supremo Ali Khamenei não estarão seguros "nem mesmo em casa". Esta declaração ocorreu pouco após o presidente norte-americano, Donald Trump, expressar confiança na vitória dos EUA em sua ofensiva contra o Irã, durante um discurso em Washington.
A Guarda Revolucionária também anunciou o lançamento de uma nova onda de ataques utilizando mísseis avançados e informou que drones iranianos atingiram o petroleiro Athen Nova no estratégico Estreito de Ormuz, uma das rotas de exportação de petróleo mais importantes do planeta. Este movimento representa uma escalada significativa no conflito, com implicações diretas para a economia global.
Trump defende ofensiva e projeta conflito prolongado
Em seu discurso na segunda-feira, Trump justificou a ofensiva norte-americana no Irã, descrevendo os ataques como "a nossa última e melhor chance de eliminar a ameaça do regime iraniano". O presidente dos EUA estimou que o conflito deve durar "quatro ou cinco semanas ou mais", indicando uma perspectiva de enfrentamento prolongado.
Em sua primeira fala pública sobre o tema, Trump delineou objetivos ambiciosos, incluindo a destruição de mísseis iranianos, o desmantelamento da Marinha do país e a interrupção de suas "ambições nucleares" e financiamento a grupos terroristas. O líder norte-americano deixou claro que não está disposto a retomar o diálogo com Teerã, rompendo negociações anteriores sobre não proliferação nuclear. "Não dá lidar com essas pessoas", afirmou Trump durante uma cerimônia na Casa Branca.
Baixas e justificativas em meio à crise humanitária
A fala de Trump ocorreu em um evento de entrega de medalhas de honra a soldados mortos no conflito. Até o momento, as Forças Armadas dos EUA confirmaram a morte de quatro militares, com outros 18 soldados em estado grave devido a ataques retaliatórios iranianos, conforme reportado pela CNN Internacional.
Trump reiterou argumentos de que o Irã tentou reconstruir seu programa nuclear e expandiu "rapida e dramaticamente" seu arsenal de mísseis, representando uma "ameaça colossal" aos EUA, suas bases no Oriente Médio e à Europa. O presidente norte-americano expressou satisfação por ter "derrubado o horrível acordo nuclear" firmado pelo ex-presidente Barack Obama, enfatizando que a guerra era "nossa última e melhor chance para atacar e eliminar a ameaça intolerável representada pelo Irã".
Trump afirmou que os objetivos da guerra incluem garantir que o Irã nunca possua uma arma nuclear e que o regime não consiga mais financiar grupos terroristas na região. Ele também revelou que os EUA destruíram capacidades de mísseis iranianos e afundaram pelo menos 10 navios do país, enquanto prenunciava que "a grande leva de ataques ao Irã ainda está por vir", em declaração à CNN Internacional.
