Morador de Campinas enfrenta cancelamento de voo e busca rota alternativa para retornar ao Brasil
O morador de Campinas (SP), Bruno Passos, está entre os passageiros afetados pela guerra no Oriente Médio, que já dura mais de uma semana e tem causado impactos significativos no transporte aéreo internacional, deixando viajantes retidos no exterior. Ele estava na Tailândia com dois amigos e deveria ter retornado ao Brasil na semana passada pelo aeroporto de Doha, no Catar, mas o voo foi cancelado devido ao conflito.
Relato do passageiro sobre a situação
Bruno Passos relatou que, após voltar de uma viagem dentro da Tailândia para Bangkok, onde partiria seu voo, procurou o guichê da Qatar Airways. “A companhia comunicou que não consegue nos colocar em outro voo. Teríamos apenas direito ao reembolso parcial da nossa passagem de volta, cerca de 50% do valor pago”, explicou ele. Sem alternativa imediata oferecida pela empresa, o grupo decidiu buscar uma solução por conta própria.
Busca por rota alternativa e chegada ao Brasil
Bruno e os amigos compraram passagens que fazem conexão em Adis Abeba, na Etiópia, e seguem para o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. “Acabamos comprando uma passagem com a Ethiopian Airways para voltar por uma rota que não passe por nenhum país do Oriente Médio”, disse o morador de Campinas. Eles devem chegar ao Brasil no final da semana, após enfrentar os transtornos causados pelo conflito.
Impactos do conflito no transporte aéreo internacional
O conflito no Oriente Médio, que começou quando EUA e Israel lançaram bombardeios contra o território iraniano em 28 de fevereiro, resultou no fechamento dos espaços aéreos de Israel, Irã, Emirados Árabes e Catar. Isso tem provocado impactos em rotas internacionais, obrigando empresas aéreas a redirecionar ou cancelar operações. Os ataques mataram o então líder supremo do Irã, Ali Khamenei, além de autoridades militares, e levaram a respostas do Irã contra Israel e países que abrigam bases militares norte-americanas.
Direitos dos passageiros em situações de cancelamento
Segundo o advogado especialista em direito do consumidor, Mauricio Nakashima, em situações como essa, a companhia aérea é responsável por oferecer alternativas ao passageiro sem custos adicionais. “A empresa é obrigada a relocar a pessoa ou indicar uma outra rota mais segura, ou caso não tenha, indicar uma outra companhia aérea, sem gastos nenhum. A empresa tem que arcar com tudo”, informou o advogado.
Orientações para passageiros afetados
O especialista também orienta que passageiros guardem comprovantes de gastos e registros de atendimento caso precisem recorrer à Justiça. “Apesar do momento ser de desespero, não pode esquecer de sempre fazer um print, guardar o recibo numa pasta segura. Você pode entrar com uma ação contra a empresa aérea, pedir a restituição, mais os gastos de taxas e danos morais”, disse Nakashima. Essas medidas são cruciais para garantir que os direitos dos consumidores sejam respeitados em meio a crises internacionais.



