Brasileiro no Bahrein relata 'clima tenso' após ataque de EUA e Israel ao Irã
Brasileiro no Bahrein relata tensão após ataque ao Irã

Brasileiro no Bahrein descreve 'clima tenso' após ataque ao Irã

O educador físico rioclarense Vitor Santos descreveu como "clima tenso" a situação no Bahrein, país do Oriente Médio, após o ataque coordenado dos Estados Unidos e Israel contra o Irã na manhã deste sábado (28). A ação militar resultou em 201 mortos e 747 feridos, segundo informações da rede humanitária Crescente Vermelho divulgadas pela imprensa iraniana.

Alerta e explosões no Bahrein

Em vídeos enviados à EPTV, afiliada da TV Globo, Vitor relatou que chegou do trabalho na manhã de sábado e recebeu um alerta no celular para permanecer em local seguro. Em casa, o brasileiro acompanhou as notícias através da imprensa brasileira.

"No final da tarde, a sirene tocou algumas vezes e eu ouvi uma explosão", contou o educador físico. "As notícias que a gente tem é que, teoricamente, a gente está seguro, [que] eles estão atacando a base americana, mas para evitar ficar na rua, em aglomeração e tentar ficar em casa ou em um lugar seguro".

Morte do líder supremo iraniano

Ali Khamenei, líder supremo do Irã que comandou o país por quase quatro décadas, morreu em um bombardeio durante os ataques conjuntos, segundo anunciou o presidente norte-americano Donald Trump. Em publicação em rede social, Trump afirmou que Khamenei "não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos Estados Unidos, em parceria com Israel".

O presidente norte-americano descreveu o líder iraniano como "uma das pessoas mais malignas da História" e declarou que sua morte representa "justiça para o povo do Irã e para todos os grandes americanos". Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já havia afirmado haver indícios da morte de Khamenei, mencionando que forças israelenses destruíram um complexo usado pelo líder supremo.

Detalhes do ataque e retaliação

Estados Unidos e Israel lançaram um extenso ataque contra o Irã, com explosões registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Entre os alvos atingidos estavam áreas próximas ao palácio presidencial e instalações usadas pelo líder supremo.

Consequências imediatas do ataque:

  • 201 mortos e 747 feridos segundo fontes iranianas
  • Ministro da Defesa do Irã e comandante da Guarda Revolucionária entre as vítimas
  • 85 pessoas morreram em uma escola de meninas no sul do Irã
  • 15 mortos em um ginásio na mesma região
  • Exército israelense afirma ter atingido "centenas de alvos militares iranianos"

Em resposta, o Irã disparou mísseis e drones contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. A retaliação iraniana provocou:

  1. Explosões em países como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes
  2. Vários prédios residenciais atingidos no Bahrein
  3. Uma pessoa morta em Abu Dhabi após interceptação de mísseis
  4. 4 mortos na Síria após míssil atingir prédio
  5. Fechamento do Estreito de Ormuz, importante rota petrolífera

Reações e situação atual

O Exército dos Estados Unidos informou que nenhum militar americano ficou ferido na ação inicial, e o governo norte-americano afirmou que os danos às suas bases militares no Oriente Médio foram "mínimos" após a retaliação iraniana. Sistemas de defesa antimísseis foram acionados por Israel e pelos países do Golfo durante os confrontos.

Para brasileiros como Vitor Santos que residem na região, a orientação permanece de evitar aglomerações e permanecer em locais seguros enquanto a tensão geopolítica continua elevada no Oriente Médio.