Dubai em choque: ataques do Irã abalam metrópole do luxo e deixam milhares presos
A glamourosa cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, conhecida por sua opulência e segurança, foi surpreendida por um ataque inédito com drones e mísseis lançados pelo Irã. O ataque, ocorrido no último domingo, 1º de março de 2026, atingiu prédios de luxo e o movimentado Aeroporto Internacional de Dubai, causando horror entre moradores e turistas e levantando sérias questões sobre a segurança da metrópole.
Caos no aeroporto e hotéis em chamas
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o Aeroporto Internacional de Dubai, um dos mais movimentados do mundo, completamente lotado com passageiros desesperados para deixar a cidade. Outras imagens revelam incêndios em hotéis cinco estrelas icônicos, como o Burj Al Arab e o Fairmont Dubai, transformando a paisagem de luxo em um cenário de terror.
"Não consigo acreditar que não haja como sairmos daqui", declarou a turista britânica Cherisda Elston em entrevista ao The New York Times. Ela faz parte dos mais de 20 mil turistas que ficaram presos nos Emirados Árabes Unidos desde o início dos ataques. A suspensão inicial de todos os voos comerciais agravou a situação, deixando milhares isolados em meio ao conflito.
Resposta das autoridades e rotas de fuga alternativas
Diante do caos, as autoridades emiradenses tomaram medidas para amenizar a crise. A Autoridade Geral de Aviação dos EAU assumiu as despesas de alimentação e hospedagem dos turistas que permanecem no país. Além disso, companhias aéreas como a Emirates e a Etihad Airways foram autorizadas a operar voos excepcionais para facilitar a saída de passageiros.
Enquanto o espaço aéreo permanece interditado, muitos turistas têm recorrido a empresas de segurança privada para escapar de Dubai. Os destinos mais procurados são Riade, na Arábia Saudita, e Mascate, em Omã, de onde é possível embarcar em voos comerciais e privados. Embora os custos dessas operações não tenham sido divulgados, estima-se que sejam comparáveis ao valor de uma passagem aérea.
Impacto na rotina glamourosa e no psicológico dos residentes
Dubai, que em poucas décadas se transformou de uma cidade pobre às margens do Golfo Pérsico em uma metrópole cosmopolita repleta de arranha-céus e paisagens deslumbrantes, viu seu cenário de opulência ser abruptamente abalado. Moradores e turistas que costumavam admirar marcos como o Burj Al Arab e a luxuosa área de Palm Jumeirah agora testemunham esses mesmos locais sendo atingidos por explosões.
"Senti-me muito inquieta ao ver o que podia acontecer ao Burj Al Arab", confessou Dalia, uma moradora local que preferiu não revelar seu sobrenome, em entrevista à agência de notícias AFP. Ela estava na popular Kite Beach, próxima ao edifício, durante o ataque. "Não pensei que Dubai pudesse realmente perder seus monumentos emblemáticos, mas isso fez com que me perguntasse: e se as coisas realmente saírem do controle?".
Mudanças drásticas na vida cotidiana
A ofensiva iraniana também alterou radicalmente a rotina em áreas exclusivas, como a ilha artificial de Palm Jumeirah. Famosa por sua forma de palmeira e por abrigar mansões e hotéis de luxo frequentados por celebridades, a ilha se tornou um epicentro do medo.
"Em um momento estávamos lá fora tomando coquetéis e, um minuto depois, estávamos sendo bombardeados", relatou uma expatriada britânica que vive nas proximidades à AFP. Segundo ela, foi necessário se abrigar no porão de seu prédio junto a outras 150 pessoas, em um reflexo claro de como a violência repentina invadiu o cotidiano antes glamouroso da cidade.
Este episódio marca um momento histórico para Dubai, colocando em xeque sua imagem de refúgio seguro no conturbado Oriente Médio e levantando dúvidas sobre o futuro da metrópole em meio a tensões regionais crescentes.



